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Fé e amor da família para vencer uma provação

Evasir Sasse comenta como foi o enfrentamento do câncer e os aprendizados obtidos

5 de outubro de 2025

Enfrentar um tratamento do câncer é uma provação que exige determinação, w de vontade e fé, características que Evasir Jettke Sasse, de 54 anos tem de sobra. Em 2024, ela recebeu um diagnóstico de câncer de mama e, desde então, tem combatido a doença.

Toda a luta começou em junho de 2024, durante uma consulta de rotina. “Não percebi nenhum sinal, mas foi percebido um nódulo em uma consulta de rotina. Não tive nenhum sintoma, nem alteração no corpo, nem dor. Após saber que existia este nódulo, começou a saga de fazer exames para saber do que se tratava o nódulo, foi feito mamografia, ultrassom, biópsia, mas em todos os exames davam como inconclusivo e que precisava de mais exames. Então fomos para uma segunda opinião médica, em nosso posto de saúde, para encaminhar os exames pelo SUS. Ali o médico logo nos indicou procurar um oncologista para fazer uma biópsia novamente”, conta.

Depois da realização da nova biópsia, Evasir foi encaminhada ao atendimento com um especialista Mastologista, que logo recomendou, de primeiro momento fazer a remoção do câncer, e após seguir com um oncologista para decidir quais tratamentos seguintes seriam necessários.

Eva com a filha e o marido

A remoção foi realizada em novembro de 2024 e, no mês seguinte, a moradora de Pomerode passou por uma consulta com oncologista, que lhe deu a notícia que teria que fazer quatro quimioterapias vermelhas, e 12 brancas, com mais 15 sessões de radioterapia.

“Eu me mantive forte em todo momento, sempre que me imaginei recebendo uma notícia dessas, pensei que fosse ficar desesperada, sem chão, mas por incrível que pareça fiquei bem tranquila, e confiando em Deus sempre”, declara.

Os desafios da quimioterapia

Evasir conta que a fase da quimioterapia foi desafiadora, pelos efeitos colaterais do tratamento. “Nas primeiras quimios, que foram as vermelhas e eram as mais fortes, a cada 15 dias, eu ficava com enjoos, vômito, falta de paladar, fadiga, após três dias de ter feito a quimio. Depois da segunda sessão de quimio, começou a cair com mais frequência o cabelo, e em mais volume, então decidimos raspar, bem no dia do meu aniversário 22 de fevereiro”, revela.

Apoio da Rede Feminia também foi importante

Quando começaram as sessões de quimioterapia branca, que eram toda semana, e a cada 3 semanas era feito um protocolo de medicamento mais forte, ela começou a ficar anêmica, com mais fadiga do que antes, mais náuseas, alterações de paladar, alteração nas vistas, dormência nos pés e mãos.

“Fiquei muito fraca, e cheguei a ficar 10 dias de cama. Nesse meio tempo, acabei as quimioterapias no dia 18 de junho de 2025, e no dia 23 de junho íamos a Blumenau fazer tomografia para vermos como estava a evolução do tratamento. No entanto, sofremos um acidente de carro, que resultou na perda total do carro, mas nós não sofremos nenhum arranhão”, conta.

Para Evasir, a fase mais difícil foi justamente quando enfrentou situações de fraqueza e anemia, por não conseguir fazer coisas que parecem simples, como comer, ficar de pé, trocar de roupa. Ela ficou um bom tempo sem conseguir trabalhar, no primeiro mês por conta da cirurgia, e depois pela fraqueza. Também afetou a rotina o fato de precisarem ir com muita frequência para Blumenau para fazer exames, o tratamento, consultas, o que levava meio dia, ou até um dia inteiro.

“No lazer, evitei ir em lugares com muita aglomeração, pois corria risco de abaixar a imunidade, e isso não podia acontecer. Sempre que passavam esses efeitos colaterais das quimioterapias eu já ficava bem, me recuperava e conseguia seguir a vida normalmente, trabalhando. Emocionalmente, graças a Deus sempre fiquei bem”, comenta.

Um dos dias mais difíceis, que foi crítico, teve a presença da filha de Evasir como suporte. “O dia mais difícil pra mim foi um dia que eu não parava mais de vomitar, pedi pra minha filha me levar no pronto socorro, fiquei desesperada”.

Apoio da família e lições de vida

Ao longo da batalha contra o câncer, Evasir teve a presença fundamental de pessoas importantes ao seu redor. “Tive o total apoio da minha família, minha filha sempre me acompanhou em todas as sessões de quimioterapia, nas consultas médicas, e agora, na radioterapia, consigo ir sozinha! Acredito que para minha família o momento mais doloroso tenha sido quando recebi o diagnóstico e quando raspei o cabelo”.

A moradora de Pomerode também conta que o seu início programado das quimioterapias era o dia 25 de janeiro deste ano, mas sua filha se casaria no dia 1º de fevereiro, então ela pediu que o início fosse adiado para a semana seguinte. O pedido foi aceiro e conseguiram adiar o começou das quimios para o dia 05 de fevereiro. “Então, consegui casar a minha filha”, declara, com alegria.

Depois de passar pelo enfrentamento ao câncer, Evasir revela que passou a ser grata por coisas simples da vida, que por vezes passam despercebidas no dia a dia.

“Eu sempre fui uma pessoa que pensei que ninguém é melhor do que ninguém. Passando por essa experiência você vê pessoas em situações muito mais difíceis do que a nossa, todas as idades, todos os tipos de câncer que possa imaginar. E não tem nada no mundo mais precioso do que a nossa saúde, poder andar, comer sozinho, ouvir”.

E passando pelas fases mais críticas do tratamento, Evasir já pensa no futuro, com planos para aproveitar a vida ao máximo.

“Poder viajar muito, aproveitar mais a vida, visitar mais os familiares. Não deixar de fazer o que gosto, porque a vida é um sopro, então faço o que quero”, frisa.

A fé em Deus para prosseguir e aconselhamento

Para Evasir, a presença da família e a fé foram essenciais em cada passo de sua caminhada em busca da cura do câncer.

“Primeiramente foi Deus e eu também tenho muita vontade de viver. Minha família foi essencial, meu marido, meus três filhos, meu genro e minha nora, não deixavam que isso nos abalasse, tratamos como uma doença normal. Tivemos muitas orações de pessoas especiais, amigos, familiares”.

Por fim, a moradora de Pomerode reforça um conselho para quem recebe o baque de uma notícia como um diagnóstico de câncer. “Muitas vezes, é uma notícia muito difícil de se receber, mas não se desesperar, colocar nas mãos de Deus. Nesse processo você vai encontrar muitas pessoas queridas e que vão te dar apoio para seguir com força. Um belo exemplo de pessoas que vão te apoiar e te dar o maior carinho é a equipe da oncologia do Hospital Santo Antônio. Temos um carinho enorme pelos enfermeiros, médicos e todos que trabalham por lá. Se mantenha firme, não se desespere, não ouça comentários negativos de pessoas que só pensam negativo. Pois manter a sua mente sã é fundamental durante esse processo. Se mantenha próximo de pessoas que você sabe que te querem bem, e que oram por você”, finaliza.

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