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“É só pegar, pagar e levar”

Pomerodense vende mudinhas de plantas na fachada de sua casa sem ter algum funcionário para atender

12 de setembro de 2020

Razões para acreditar na honestidade de uma comunidade como um todo. Um pomerodense resolveu deixar na porta de sua casa, que fica localizada no Centro de Pomerode, pertinho da Câmara de Vereadores, várias mudinhas de plantas suculentas para quem estiver passando na rua poder levar a sua para casa, com um método de pagamento ali, no mesmo lugar, sem ninguém para cobrar. Basta colocar o dinheiro equivalente ao preço da plantinha dentro de uma caixinha e ir embora com sua suculenta.

Vilfred Krueger, natural de Pomerode, sempre foi um apaixonado por botânica e mantém, em sua casa, vários tipos de plantas as quais dá muita atenção, ao lado de sua esposa Cristiane Krueger. E, pela alta demanda de plantinhas que começaram a nascer na residência, veio a ideia de poder compartilhar elas com a comunidade em geral, sem a necessidade de abrir uma floricultura. 

 Foi aí, então, que resolveu colocar várias mudinhas para vender, na fachada de sua casa, acompanhado de uma caixinha para o recebimento do dinheiro, a qual o aposentado recolhe as notas e moedinhas depositadas ali. 

 

 

“Colocamos um preço simbólico de R$3,00, pois não temos o objetivo de lucrar em cima disto. Posso dizer que é um hobby muito legal, praticado por eu e minha esposa, pois jardinagem e botânica é uma paixão nossa e queríamos dividir todo esse carinho com as pessoas que passam pela rua e pela nossa casa”, comenta.

As plantinhas são bem fáceis de cuidar. Basta um pouco de água e manter ela em um ambiente com bastante iluminação. Cada folha que caí desta suculenta, é possível reaproveita-las e fazer uma nova mudinha. Por 35 anos, Krueger atuou na área da construção civil e hoje em dia, por estar aposentado, se dedica ainda mais com as plantações em seu jardim.

 

 

Ele também comenta que, em dois meses de projeto, ninguém furtou o dinheiro que ali é colocado e se sente orgulhoso em poder ver e sentir de perto a honestidade do povo pomerodense. 

“Vendemos, em média, quatro, cinco, por dia. Estamos há dois meses com a nossa caixinha ali, na rua e ninguém nunca mexeu nela e nenhum furto foi registrado aqui. Isso mostra que podemos acreditar na honestidade das pessoas e acreditarmos em um mundo melhor. Daria nota dez ao povo de Pomerode”, relata.

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