Dividindo amor na profissão
Casal atua na corporação dos Bombeiros Voluntários de Pomerode e divide rotina de noivos com o trabalho
No último dia 02 de julho, foi comemorado o Dia do Bombeiro. Em Pomerode, a Corporação Voluntária, que está com 23 anos de fundação, foi homenageada pela Câmara de Vereadores de Pomerode, pelos serviços prestados à comunidade pomerodense.
Conversamos com dois personagens que, além de atuarem na corporação, são noivos e dividem a rotina de trabalho com a vida pessoal. Joice Estefani e André Wichicovizki estão juntos há nove anos e iniciaram o noivado há dois. Joice está na corporação desde 2015 e inspirou Wichicovizki a entrar nos Bombeiros Voluntários, também. O bombeiro conta que também foi influenciado pela mãe, que já atuava na corporação.
“Minha mãe também me inspirou e, antes de entrarmos na corporação, já ajudava nas feijoadas, junto com a Joice. Aí, quando ela entrou também, a motivação foi ainda maior, e, então, decidi me preparar e ajudar a quem mais precisa”, relata.
Joice conta que teve vontade de ser bombeira quando estava viajando para a praia e presenciou um acidente de trânsito.
“Nós vimos um acidente bem de perto. Um carro acabou batendo em uma motocicleta e o senhor que estava conduzindo a mesma, com o impacto, foi jogado e o corpo passou por cima do nosso carro. A minha vontade era ajudar a qualquer custo, porém, como não tinha preparo, ainda, e não sabia como funcionava um resgate, chamamos os bombeiros. Infelizmente, naquela ocasião, o motociclista morreu”, comenta.
Agora, juntos na corporação, o casal busca dividir a rotina e se organizar para aproveitar um pouco de tempo juntos, já que Joice trabalha na Fakini e seu marido também, que além da fábrica de roupas, atua também em uma lavação automotiva. Nos fins de semana, os dois procuram fazer juntos o plantão, na corporação.
“A gente sempre tenta fazer juntos. É diferente, tem um entrosamento legal, pois sabemos o que queremos fazer. E, aqui somos bem profissionais, não misturamos nossa vida pessoal com o trabalho, pois isso pode prejudicar um pouco a atuação”, ressaltam.
Para ambos, o que motiva a fazer o serviço de forma voluntária e dedicar parte do pouco tempo que possuem para fazer os plantões na corporação, é o contato com as pessoas e ajudar o máximo possível.
Não tem preço quando você escuta uma pessoa dizendo para você, ‘você salvou minha vida’ ou ‘você foi a bombeira(o) que me ajudou naquele dia’.
“Não tem preço quando você escuta uma pessoa dizendo para você, ‘você salvou minha vida’ ou ‘você foi a bombeira(o) que me ajudou naquele dia’. Isso nos motiva, todos os dias, a reservarmos um tempo especial para poder ajudar ao próximo, poder colaborar com a comunidade pomerodense e estar a serviço da população”, finalizam.