Saúde

Diabetes Infantil

Muitas crianças desenvolvem diabetes e os pais normalmente não sabem como lidar com esse problema e ficam
perdidos. O melhor é conhecer o que é essa doença e tirar todas as dúvidas para ajudar seu filho. Diabetes é uma
alteração na produção do hormônio insulina, pelo pâncreas ou uma resistência à ação da insulina pelo organismo. É a
insulina transforma o açúcar (glicose) em energia.

1 de junho de 2015

Muitas crianças desenvolvem diabetes e os pais normalmente não sabem como lidar com esse problema e ficam perdidos. O melhor é conhecer o que é essa doença e tirar todas as dúvidas para ajudar seu filho.
Diabetes é uma alteração na produção do hormônio insulina, pelo pâncreas ou uma resistência à ação da insulina pelo organismo. É a insulina que ajuda o organismo a transformar o açúcar (glicose) em energia para o funcionamento do corpo humano.
A quantidade de insulina liberada, depende de quanto açúcar é ingerido. Quanto mais alimentos ricos em carboidratos (doces, batata, arroz, macarrão, biscoito e bebidas alcoólicas) são consumidos, mais o pâncreas precisa trabalhar.
Existem dois tipos de diabetes, a do tipo 1 e a do tipo 2. A diabetes do tipo 1 é o tipo mais comum em crianças, de aparecimento súbito e pode surgir desde as primeiras semanas de nascimento até os 30 anos de idade, mas é na faixa dos 5 aos 7 anos e durante a puberdade que a doença tende a ser mais comum. Está relacionado à falta ou pouca produção de insulina, não conseguindo controlar a taxa de glicose ingerida.
A diabetes tipo 2 é hereditária e acontece quando as células resistem à ação da insulina, mesmo que sua produção seja normal. Antigamente era uma doença de adulto, mas com a elevação da taxa de obesidade infantil, associada a uma vida sedentária e com maus hábitos alimentares, esse tipo de diabetes aumentou consideravelmente entre as crianças.
Quanto mais cedo o diabetes for detectado, mais chances se tem de eficácia no controle da doença e de evitar complicações futuras. Desde o nascimento, há medidas de prevenção ao diabetes como o aleitamento materno, evitando a alimentação artificial, rica em açúcares desnecessários nesta fase.
Então, deve-se manter uma alimentação saudável para evitar a obesidade infantil. Pais devem levar as crianças para um espaço grande para brincarem e praticarem esportes e assim evitar que fiquem apenas à frente de computadores e videogames.

Sintomas
Os sintomas da diabetes infantil são sede, aumento de fome e emagrecimento, aumento do número de vezes em que se urina e são na maioria das vezes acompanhados por grande mal estar, sonolência, fraqueza, tonturas, câimbras e formigamentos.
Se não diagnosticada e tratada desde cedo, o mal pode causar variação brusca da taxa de glicose no sangue. O aumento da glicose, hiperglicemia, leva a criança a beber muita água. Já a hipoglicemia, baixa taxa de glicose, causa tremores, suores gelados, taquicardia e falta de resposta a estímulos. A variação pode levar ao coma.
A longo prazo, a doença causa perda de visão, derrame, infarto, hipertensão, impotência sexual, doenças pulmonares e insuficiência renal.

Como cuidar
Para o controle da diabetes tipo 1 são necessárias aplicações diárias de injeções de insulina. O número de injeções diárias varia de acordo com a necessidade, ficando em torno de duas e quatro injeções. Tão importante quanto aplicar o hormônio é fazer o monitoramento do nível de glicose no sangue.
Já o tipo 2, em geral, não é preciso tomar medicamento, mas é imprescindível fazer um controle rígido da taxa de glicose, acertar a dieta e praticar exercícios.
Deve-se procurar o médico rapidamente ao se suspeitar desta doença para que o diagnóstico e tratamento da diabetes seja o mais precoce possível.

Palavra de nutricionista
A nutricionista Aline Beatris Pruner ressaltou algumas orientações sobre o tema. “Antes de qualquer coisa é importante que desde o início os pais conversem com seus filhos sobre o diabetes, para que a criança desde cedo aprenda os cuidados que precisa ter e compreenda a importância destes cuidados por toda a vida”, afirma.
Outro ponto que deve ser lembrado e reiterado, é que a família deve mudar seus hábitos junto com a criança. Aline também afirma que a criança nunca deve ser tratada como vítima: “O diabetes é uma condição que a criança vai ter que aprender a lidar. Tendo o devido cuidado com a alimentação, praticando atividades físicas e fazendo o uso correto da medicação, a criança pode (e deve) ter uma vida normal”.
Ao ser identificada, os pais devem avisar a creche ou a escola, para que as merendeiras e professores sejam bem orientados. Apresentar o diagnóstico médico é sempre importante.

Alimentação
• A criança não pode ficar muito tem sem comer (em jejum). Realizar de 04 a 06 refeições por dia (leves, saudáveis e variadas).
• É importante ter “horário para comer”. E esses horários são principalmente determinados pelo uso da medicação.
• Preparar, oferecer e incentivar a criança para que ela coma diariamente verduras e legumes, principalmente saladas “cruas” que são ricas em fibras. Lembre-se, as fibras são fundamentais para quem tem diabetes!
• Adotar o hábito de consumir alimentos integrais como aveia, sementes, frutas com cascas, grãos (como feijão), pão integral, arroz e macarrão integrais…
• Frutas devem fazer parte do dia a dia da criança, porém ela nunca deve comer mais de 04 frutas por dia e nunca mais de 01 fruta por vez.
• Não oferecer produtos açucarados como balas, chicletes, bolos, tortas, cucas, bolachas doces, sucos artificiais (“de pacotinho”), xaropes tipo “capilé”, gelatinas comuns, refrigerantes comuns…
• Não oferecer mel, melado, açúcar mascavo e geleias comuns.
• Ler sempre o rótulo do produto.
• Massas, batatas, aipim, farinhas e arroz precisam ser consumidos com moderação.
• Evitar alimentos industrializados, ricos em corantes, conservantes, sódio e até mesmo açúcar “invisível” como catchup, maionese, salgadinhos…
• Incentivar a ingestão de água, no mínimo de 06 a 08 copos por dia.
• Incentivar a prática de atividades físicas. Assim como outra criança, ela deve brincar, correr, dançar e praticar algum esporte.
• Por fim, usar adoçantes e produtos diets, sempre que preciso, principalmente nos momentos de inclusão da criança (em festas, aniversários, etc). Porém nunca abusar da quantidade e da frequência.
“Os adoçantes artificiais em geral, possuem uma grande quantidade de substâncias sintéticas como ciclamato, aspartame e outras. Estas substâncias podem alterar a pressão arterial; podem estar relacionadas ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer; e alguns estudos até apontam a ligação entre o uso abusivo ou precoce (no caso de crianças menores) destas substâncias com quadros de hiperatividade, dificuldades de aprendizagem e escleroses”, completa a nutricionista.

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