Dia Nacional do Glaucoma alerta para doença que pode causar cegueira irreversível
Celebrado nesta terça-feira (26), Dia Nacional de Combate ao Glaucoma reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento oftalmológico para evitar a perda permanente da visão
Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA / Jornal de Pomerode
No Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, celebrado nesta terça-feira, dia 26 de maio, especialistas reforçam o alerta sobre uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Considerada uma doença silenciosa, o glaucoma atinge mais de 1,7 milhão de brasileiros, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), e pode comprometer a visão de forma lenta e progressiva.
De acordo com a oftalmologista Hérika Danielle de Miranda Santos, o glaucoma provoca danos no nervo óptico e nas células nervosas da retina, afetando gradualmente o campo visual. “À medida que a doença avança, o paciente perde gradualmente o campo visual, da periferia em direção ao centro. Quando essa alteração começa a ser percebida, geralmente o glaucoma já está em estágios mais avançados”, explica.
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Por se desenvolver de forma progressiva e, muitas vezes, sem sintomas perceptíveis no início, a identificação precoce da doença é fundamental. Segundo a médica, iniciar o tratamento o quanto antes é essencial para preservar a visão e evitar danos irreversíveis.
Embora seja mais comum em pessoas com mais de 40 anos, o glaucoma também pode atingir jovens e até recém-nascidos. “Existe o glaucoma congênito, que acomete bebês, além do glaucoma juvenil. Independentemente da idade, o acompanhamento oftalmológico é indispensável”, ressalta a especialista.
Entre os principais fatores de risco para a doença estão a pressão intraocular elevada, histórico familiar, diabetes, hipertensão arterial descontrolada e alto grau de miopia.
Apesar de ser conhecida como uma doença silenciosa, em alguns casos o glaucoma pode apresentar sinais como dor intensa nos olhos, dor de cabeça forte, visão embaçada, náuseas, vômitos, vermelhidão ocular e sensibilidade à luz.
O tratamento varia de acordo com o estágio da doença e pode incluir o uso de colírios, procedimentos a laser e cirurgias. No entanto, a adesão ao tratamento ainda é um desafio, conforme alerta a oftalmologista.
“Muitos pacientes abandonam o uso dos colírios devido aos efeitos colaterais ou à dificuldade de manter a rotina corretamente. O acompanhamento contínuo é essencial para evitar a progressão da doença e reduzir o risco de cegueira irreversível”, recomenda Hérika.
Fonte: Itatiaia