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Destino da elefanta Baby, do Beto Carrero World, segue na Justiça de Santa Catarina

Tribunal decide que animal ficará em Penha até julgamento final que definirá se irá para zoológico paulista ou santuário no Mato Grosso.

15 de fevereiro de 2026

Foto: TJSC

A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu que a elefanta asiática Baby permanecerá no Beto Carrero World, em Penha, até o julgamento final da ação civil pública que discute seu destino. A atualização foi divulgada pelo órgão na quinta-feira, 12 de fevereiro.

A decisão foi unânime e manteve o entendimento da primeira instância, que já havia negado a transferência provisória do animal para um zoológico em São Paulo.

O impasse teve início após o anúncio de que o parque encerraria as atividades do zoológico em maio de 2024. Com a desativação da área e a transferência da maior parte dos animais, surgiu a indefinição sobre o futuro de Baby, uma elefanta asiática (Elephas maximus) de 32 anos que vive há quase três décadas no local.

Em outubro de 2024, a ONG Princípio Animal obteve decisão favorável na Justiça, suspendendo a transferência da elefanta para São Paulo. Na ocasião, o Judiciário determinou, em primeira instância, que ela permanecesse no parque sob os cuidados da equipe atual até decisão posterior.

A empresa recorreu ao TJSC. No recurso, argumentou que o espaço onde o animal está atualmente não possui mais características de zoológico. Segundo o TJSC, a empresa sustentou ainda que a permanência no local poderia comprometer o bem-estar da elefanta e prejudicar os projetos de expansão do empreendimento, que dependem da área ocupada por ela.

A administração do parque defende a transferência de Baby para um parque licenciado em São Paulo. Já a Princípio Animal sustenta que o destino mais adequado seria um santuário de elefantes situado no Mato Grosso, que se dispôs a recebê-la.

Ao analisar o agravo de instrumento, o relator destacou que, em audiência de instrução, foram ouvidas testemunhas, informantes, as partes e o Ministério Público. De acordo com os elementos reunidos até o momento, Baby conta com uma equipe de ao menos seis profissionais dedicados aos seus cuidados, recebe alimentação adequada e não há indícios de risco à sua saúde ou integridade.

Outro ponto considerado foi o potencial “sofrimento duplicado” caso a transferência ocorra antes do julgamento final, com sucessivos processos de adaptação a novos ambientes, cuidadores e rotinas.

O colegiado também observou que a elefanta não está exposta ao público e reside no mesmo local há cerca de 30 anos, o que afasta, neste momento, a urgência para alteração imediata do ambiente.

Após a audiência, foi admitida a participação do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) como amicus curiae. A primeira instância autorizou ainda a realização de visita técnica às instalações envolvidas por um comitê especializado, a fim de subsidiar a decisão definitiva sobre o destino do animal.

Com isso, a elefanta seguirá no parque em Penha até que a Justiça defina, em sentença, se ela será transferida para um zoológico em São Paulo ou para um santuário no Mato Grosso.

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