Dengue em SC: levantamento revela mais de 120 mil depósitos com água parada no estado
Do total de objetos averiguados, a maioria (36,8%) eram recipientes móveis, como pratinhos de plantas e baldes.
Foto: Divulgação
O primeiro boletim epidemiológico sobre o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), desse ano, revela que 41 municípios de Santa Catarina apresentam alto risco de transmissão de dengue. Além disso, o relatório mostra que 53 municípios apresentam médio risco e 44, baixo risco. Os resultados auxiliam a entender o cenário de transmissão da doença no estado.
Os dados deste ano, divulgados nessa sexta-feira, 31, demonstram um aumento no número de municípios classificados com médio risco. Em março de 2022 foram encontrados 33 municípios nessa condição. Já com relação ao alto risco de transmissão houve uma queda nos números.
“Entretanto, temos que salientar que este ano os municípios com o risco alto de transmissão de dengue possuem maior densidade populacional e isso sugere um aumento no número de casos em 2023”, alerta João Augusto Brancher Fuck, diretor da Dive.
Os municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti precisam realizar o LIRAa duas vezes por ano, uma em março e outra em novembro. Por isso, neste ano, 143 municípios foram orientados a realizar o boletim. Do total, 138 fizeram o levantamento.
Palhoça não fez a atividade devido ao aumento de casos de dengue no município, cenário que já indica um alto índice de infestação. Biguaçu, Luzerna, Santo Amaro da Imperatriz e São João Batista também não.
Além de apresentar o risco de transmissão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya), o LIRAa fornece informações referentes a quantidade e o tipo de recipientes inspecionados, ou seja, locais que apresentam água, e que podem servir como criadouros para reprodução do mosquito.
Foram inspecionados 126.003 depósitos, o que representa um aumento de 25,2% em relação ao LIRAa de março de 2022, quando foram inspecionados 100.679 depósitos.
“Esses dados auxiliam os municípios a discutir e direcionar ações para áreas apontadas como críticas, além de avaliar as atividades desenvolvidas, o que possibilita a otimização de recursos humanos e materiais disponíveis”, explica o diretor.

Foto: Envato Elements
Do total de objetos averiguados, a maioria (36,8%) eram recipientes móveis, como pratinhos de plantas e baldes, seguidos por lixo e sucata (29,2%) e os recipientes fixos como calhas e piscinas (15,9%).
“O boletim comprova que é preciso reforçar os cuidados, como manter os quintais limpos e descartar corretamente o lixo. Ações simples e que todos precisam realizar para evitar a transmissão da dengue. É preciso um esforço conjunto entre o poder público e a sociedade”, destaca João Fuck.
Fonte: Governo de SC
