Saúde

Definição em alta

Quem nunca começou a frequentar a academia e desistiu pouco tempo depois? A solução pode estar no acompanhamento
individual de um personal trainer

27 de janeiro de 2015

Por volta das 16h30 da última segunda-feira, a academia Elemental gerida pelo personal trainer, Rafael Jandre, não estava vazia. O professor se mostrava bastante solícito aos alunos que terminavam as séries propostas e vinham pedir novas orientações, durante a entrevista que concedeu ao Jornal de Pomerode. 

Nesta fase do ano, o ritmo do trabalho nas academias começa a normalizar. Não é nada comparado aos meses de setembro e outubro, em que vários alunos querem entrar em forma para a chegada do verão e lotam as salas de musculação. Dentre os alunos matriculados na academia, com orientação coletiva, atualmente Rafael atende nove alunos particulares, que buscam um acompanhamento exclusivo para não perderem o ritmo e alcançarem seus objetivos físicos.

Rafael é personal há quase seis anos, destes, toca a Elemental há quatro. Ele descreve sua rotina como quem “mata um leão” por dia. Trabalha 12 horas por dia e faz pedalada quando sobra um tempo. Para exercer a profissão, é preciso ter nível escolar superior de bacharelado em educação física e ainda ter feito um curso extra como personal. Cada modalidade exige um curso diferente. Alguém habilitado em musculação não tem referências para treinar um atleta corredor, por exemplo. Para isso, é preciso ter conhecimento na modalidade. 

A área é abrangente. Tem muita gente buscando melhorar o corpo e a saúde. “Tem gente que não gosta de treinar sozinho.

Não quer ter um professor coletivo. Geralmente quem procura o personal tem um poder aquisitivo mais alto. Alguns necessitam do acompanhamento por causa de patologias, outros porque não querem ter um trino pré-definido, mas um que seja específico”, explica o professor.

Os preços e a duração do treino variam de acordo com o objetivo definido pelo aluno. Alguns querem entrar em forma, ganhar massa muscular, outros querem emagrecer ou cuidar do corpo em uma pós cirurgia ou lesão causada durante práticas esportivas. As mulheres geralmente buscam reduzir medidas e ganhar volume nos membros inferiores. “O professor de educação física precisa perceber a individualidade de cada um. As pessoas são diferentes, com idades e biotipos diferentes”, conta.

O acompanhamento de um nutricionista também é recomendável. “Cerca de 70% do treino está relacionado a reeducação alimentar. Não adianta vir na academia uma hora por dia se nas outras 23 horas a pessoa não tem uma vida saudável. O aluno deve seguir uma dieta e ele precisa tomar cuidado com alguns professores que passam dietas sem estarem habilitados a isso. Somente um profissional da nutrição pode elaborar um cardápio. Para que um professor possa fazer isso, ele precisa ter feito cursos na área”.

Uma pessoa jovem de porte médio, isto é, que não está muito acima do peso pode conseguir entrar em forma entre seis meses e um ano, mas isso é apenas uma estimativa, conforme já foi falado, cada organismo reage de um jeito. “O mais difícil é fazer o organismo se acostumar com sua nova condição saudável, por isso é preciso ter paciência. O aluno pode emagrecer, mas se não houver uma reeducação duradoura não adianta. Não existe uma atividade que seja mais eficiente do que outra, o que faz a diferença é a intensidade do treino. É um trabalho longo a árduo. Para iniciar, recomendo que o aluno tenha coragem e perseverança, afinal nada é impossível para quem sabe onde quer chegar”, finaliza Rafael.

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