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Dedicação na produção caseira

Conheça a história da família Danker, produtora caseira de geleias e outros doces, no Ribeirão Luebke

12 de março de 2023

Foto: Raphael Carrasco/JP

Quase uma vida inteira dedicada à produção caseira de doces e também na agricultura.

No bairro do Ribeirão Luebke, já entre os limites dos municípios de Pomerode e Indaial, fica a Doces Caseiros Dunker, de propriedade de Guilo Danker e Helga Jung Danker.

Descendente de alemães, Sr. Guilo, hoje, aos 73 anos, seguiu os passos de seus familiares que também produziam doces, porém, apenas para consumo familiar. Com a ajuda de sua esposa, Helga, hoje o local conta com equipamentos para produção em maior escala dos doces que ali são produzidos, pela família. Com dois tachões e algumas máquinas específicas para a fabricação dos melados, “musses” e até mesmo açúcar mascavo, a produção é feita pelo casal.

E, a matéria prima, em sua grande maioria, também é proveniente da produção de frutas e cana-de-açúcar, tudo plantado no terreno da família. A cana utilizada para que os doces podem se transformar em realidade é 100% orgânica, sem nenhum uso de agrotóxico, assim como as frutas.

Foto: Raphael Carrasco/JP

Cada sabor de doce também varia conforme a época de cada muda frutífera, porém, os sabores que são mais comuns e que também tem maior venda são os “musses” de banana, goiaba, laranja e de frutas, assim como o melado de cana e um dos diferencias da casa que é o açúcar mascavo.

Foto: Raphael Carrasco/JP

Mesmo com um apoio de máquinas, na produção, o processo para fazer o doce não deixa de ser caseiro. A cana é colhida pelo pomerodense, juntamente com uma tobata para facilitar o transporte até o engenho, onde é extraído o caldo da cana. Para a produção do “musse”, por exemplo, leva-se, em média, cerca de sete horas para que o doce fique pronto. No tachão, há também uma máquina que auxilia na mistura dos ingredientes, porém, é necessário que a família observe a produção com frequência, para que o doce não queime.

Depois de pronto, os doces são embalados e ficam prontos para serem vendidos à comunidade em geral.
Guilo comenta que nunca pensou em trabalhar em uma área fora da agricultura e conta que, um dia, até se aventurou em trabalhar na indústria, porém, em dois meses, decidiu retornar para a vida no campo.

“Eu até, uma vez, tentei trabalhar em uma fábrica, na cidade de Indaial. Fiquei dois meses atuando por lá, porém vi que aquilo não era para mim. Eu tenho um carinho muito grande com o que eu faço e comecei a trabalhar na agricultura com 13 anos de idade, juntamente com meu pai. E, estamos aí até hoje e não pretendo largar tão cedo esse serviço”, comenta.

O casal já está junto há cerca de 48 anos e hoje divide a rotina com os serviços da casa. Nem todos os dias tem produção dos doces, pois, quando há, já é feito quantidade suficiente para vender por uma ou duas semanas, dependendo da saída dos produtos.

Helga comenta que se sente gratificada ajudar o seu marido e poder manter a tradição deixada pelos descendentes alemães.

“Nós gostamos muito do que fazemos. É muito legal ver as pessoas comprando nossos doces e sempre os elogiando. Temos uma clientela fiel, que, às vezes, fazem questão de vir buscar aqui em casa. A gente faz por amor e pretendemos continuar por mais alguns anos”, relata.

A propriedade da Família Danker fica na Rua Ribeirão Luebke e faz parte da Rota do Imigrante.

Foto: Raphael Carrasco/JP

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