Da arte para a política
Dando prosseguimento à série de reportagens Mulheres na Política, conversamos com uma personagem emblemática deste meio, a ex-vereadora Rosita Jung, que ocupou uma cadeira no legislativo pomerodense durante um mandato, entre 2001 e 2004
Dando prosseguimento à série de reportagens Mulheres na Política, conversamos com uma personagem emblemática deste meio, a ex-vereadora Rosita Jung, que ocupou uma cadeira no legislativo pomerodense durante um mandato, entre 2001 e 2004, além de outras experiências ligadas ao meio político, em funções públicas.
A sua relação com o meio político começou por influência de seu pai, Mario Jung, que foi vereador da cidade, por três mandatos, além de prefeito de Pomerode. Por causa da experiência com o pai, Rosita tinha contato com o meio político e aprendeu como ele funcionava, o que despertou nela a vontade de, servir a cidade.
“Um dia, eu perguntei ao meu pai o que ele achava de eu me candidatar a vereadora. Ele me aconselhou a tentar e, também, a não entrar nesse meio para fazer carreira, porque não é este o propósito do político”, conta a professora aposentada.
Naquela oportunidade, se filiou ao PSB e sempre negou apoio de empresas ou instituições em sua campanha, porque, segundo Rosita, ela nunca quis “ter o rabo preso”, utilizando uma expressão comum no meio político. Como era conhecida por ser professora e por trabalhar com artesanato, ajudando a desenvolver-se na cidade, Rosita fez a campanha praticamente sozinha, contando apenas com o apoio de Rosi Wachholz, neste processo.
A empreitada deu tão certo que a professora não só foi eleita, como foi a terceira mais votada, contabilizando 556 votos. E durante os quatro anos em que esteve no Legislativo, sempre procurou trabalhar em prol da comunidade, deixando possíveis divergências políticas em segundo plano. “Eu sempre busquei ter um bom relacionamento, tanto com as pessoas da situação quanto da oposição, pois precisávamos trabalhar juntos para fazer o melhor para cidade e eu acredito que, em nosso mandato, fizemos um bom trabalho”, destaca Rosita.
Em seu segundo ano, a vereadora foi presidente da Mesa Diretora da Câmara e elenca algumas das conquistas importantes, neste período. “No nosso mandato foi criado o projeto dos Vereadores Mirins, de Mauro Gislon, que continua até hoje, e, também, conseguimos iniciar as obras para termos a sede própria da Câmara de Vereadores, uma ideia que também veio do senhor Mariogold Lickfeld, que, inclusive, me disse uma vez que este seria o nosso grande legado”, pondera.
Além do trabalho como vereadora, Rosita esteve, por muito tempo, à frente da Fundação Cultural de Pomerode, participando do processo de inauguração do Teatro Municipal, que foi uma grande conquista da cidade, além de ter exercido o cargo de diretora de cultura “Muito devido ao trabalho no artesanato, que começou na primeira gestão de Henrique Drews Filho, quando participamos com nosso trabalhos em porcelana da Santur, uma feira de turismo em Camboriú. Depois dali, começamos a colocar o nosso trabalho em porcelana e o então secretário de turismo, Francisco Canola, deu a ideia de vendermos nossa produção, pois os turistas procuravam. Dali começaram os trabalhos para a criação da Associação de Artistas e Artesãos, concretizada em 1990”, relata.
Devido a todas as suas conquistas, Rosita afirma que sua aposentadoria como professora foi um fechamento com chave de ouro. “Sou realizada graças a conquistas como a sede da Câmara, a inauguração do Teatro, a minha passagem pela Fundação Cultural e os desfiles da Festa Pomerana, pelos quais fui responsável por 18 anos. Isso é algo que me lembrarei para sempre”, finaliza Rosita.