Contando histórias, por meio de imagens
Fotógrafa revela a paixão pela fotografia e, por meio dela, ter a possibilidade de contar e registrar histórias
Fotografar, segundo o dicionário Michaelis, é o ato de reproduzir e fixar uma imagem, retratar alguma cena. No sentido figurado, o fotografar é registrar um momento ou acontecimento na memória.
Os fotógrafos são aquelas pessoas que têm o dom de registrar momentos captando ao máximo a emoção deles, o sentimento, a essência da cena e, por isso, há um dia dedicado, no mundo todo, a esta arte, de eternizar momentos, por meio de uma foto.
A pomerodense Daiana Kopsch é fotógrafa e sua relação com a profissão começou no ano de 2013, quando começou a trabalhar como atendente em um estúdio de fotografia. Menos de três meses depois de ser contratada, já estava fotografando, também. “A fotografia sempre foi algo que eu gostei. Quando eu era criança, visitava meu avô na cidade dele e sempre gostava de ficar observando as fotos antigas. Mas meu despertar pela fotografia foi quando tive a primeira câmera, onde eu brincava de fazer fotos de flores e dos animais, eu não sabia nada sobre os equipamentos, mas tentava de todas as formas e ângulos”, relembra a fotógrafa.
Aos poucos, Daiana foi adquirindo experiência e conhecimento sobre equipamentos e técnicas de fotografia e hoje atua profissionalmente nesta área. Ele revela que a paixão pelas histórias por trás das pessoas e das fotos a inspirou a seguir nesta profissão.
“Minha avó sempre me inspirou contando a personalidade de cada pessoa por trás de cada registro, eu nunca tinha entendido o porquê de eu amar a fotografia mas quando eu perdi todas as fotos da minha confirmação eu levei um choque, pois nela havia uma muito especial, a única foto que eu tinha com o meu falecido avô. Senti que perdi uma parte da minha história e que aquele momento jamais voltaria para que eu pudesse contar de novo todos os detalhes e foi aí que despertou em mim um desejo maior pela fotografia, e a vontade de proporcionar lembranças através da minha arte. Senti todo o poder que a fotografia tem na vida das pessoas, de fazê-las voltarem no tempo e contar, através dela, a sua história”, ressalta Daiana.
Hoje, ela possui o próprio negócio, com a marca Daiana Kopsch Fotografias, com o trabalho voltado à área familiar. A fotógrafa conta que adora as fotos espontâneas, feitas no ambiente externo, principalmente com crianças e suas famílias. “Cada bebê ou criança são super expressivos, se estão felizes, com sono, com fome, todas as reações delas são muito sinceras e isso é algo incrível de registrar. Todas as fotos que eu faço são externas e costumam ser registradas em um lugar especial ou no conforto da sua casa. Os tipos de fotografia que eu trabalho são de gestante, parto, recém-nascido, acompanhamento de bebês, batismos e aniversários infantis”, enumera.

(Foto: Daiana Kopsch Fotografias)
O aspecto que mais a encanta e que afaz prosseguir como fotógrafa profissional, de acordo com Daiana é a possibilidade de mostrar um pouco da essência de uma pessoa ou família, por meio do seu olhar. “O essencial para seguir nessa profissão é buscar conhecer e saber a história de cada pessoa que eu registro, saber o que ela mais gosta de fazer, onde costuma estar, o que faz nas horas vagas e principalmente respeitar que cada um tem a sua essência”, destaca.
Com a situação da pandemia do novo coronavírus, os fotógrafos, assim como outras profissões ligadas à parte artística e de eventos, foram uma das classes mais prejudicas e que mais precisaram se reinventar e se adaptar a uma nova realidade. Para Daiana, foi ainda mais desafiador, porque, além de ter todos os cuidados possíveis e recomendados, a maioria de seus ensaios são feitos em ambientes externos.
“Me preocupo em expor as famílias em locais movimentados ou que não sejam seguros para todos e isso exige conhecer lugares ‘diferentes’. Boa parte da minha renda vem de fotografar os eventos infantis e como estamos a quase seis meses sem eventos, eu tenho buscado novas alternativas e mantido a esperança de que esse momento logo irá passar e que voltaremos as nossas vidas de modo ‘normal’. Nunca imaginei passar por algo assim, confesso que foi assustador mudar todos os planos que eu já tinha, mas hoje eu oro por cada família que está passando por esse momento delicado e peço para que Deus conceda saúde a todos. Sou extremamente grata e abençoada por estar nessa profissão e ao longo desses anos registrar mais de 750 famílias, quero agradecer por cada pessoa que já teve uma parte da sua história contada pelo meu olhar! Muito obrigada”, finaliza.

(Foto: Daiana Kopsch Fotografias)
A origem do Dia Mundial da Fotografia
O dia 19 de agosto é especial para aqueles que têm o dom de eternizar momentos marcantes, ou seja, o Dia Mundial da Fotogradia. A data foi escolhida para homenagear a invenção do daguerreótipo, o antecessor das câmeras fotográficas. Em 19 de agosto de 1839 que a Academia Francesa de Ciências anunciou mundialmente a nova invenção. O aparelho foi desenvolvido pelo francês Louis Daguerre, em 1837.
Em 1839 também foi inventado o calótipo, um outro sistema de captura de imagens, criado por William Fox Talbot. Por essas invenções, 1839 foi consagrado como o Ano da Invenção da Fotografia.
