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Conheça a artista de Pomerode que destaca a beleza do enxaimel em obras hiper-realistas

Suzan Naffin Borchardt transmite sua paixão pela cultura local por meio de suas obras de arte

19 de maio de 2026

Foto: Joana Prochera / JP

Traços tão reais a ponto de serem confundidos com uma fotografia. Assim é a técnica de pintura do hiper-realismo, utilizada pela artista plástica Suzan Naffin Borchardt, moradora de Pomerode.

Casada com o pomerodense Maiko Borchardt e proprietária do Naffin Atelier, Suzan trabalha com pintura há nove anos e tem no portifólio obras para importantes empresas e também de importantes pontos turísticos de Pomerode, como o Portal Sul.

“A minha relação com a pintura coincidiu muito com a vinda do meu primeiro filho. Na época nós morávamos na Alemanha – onde vivi por quase oito anos – e um empresário da cidade me desafiou, após um concurso que eu participei, a fazer uma obra para a empresa dele. Eram várias filiais desta empresa espalhadas pelo mundo e ele me desafiou a pintar uma paisagem da Dinamarca. Lembro que, na época, fiquei meio assustada, mas aceitei o desafio e até mesmo fiquei espantada com o meu desempenho, porque, para mim, pintar hiper-realismo é fácil, mas é algo muito demorado, que exige muito tempo”, conta.

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A artista destaca que o hiper-realismo, por vezes, não é um tipo de arte valorizado, por parecer muito uma fotografia, mas que ela seguiu firme nesta intenção, mesmo com um bebê em casa. O hiper-realismo é quando o cliente traz uma foto e quer realmente que seja igual à foto.

“Quando recebo a imagem, faço a digitalização para que a foto fique em alta resolução e, assim, tenha o máximo de detalhes aos quais eu consiga ter acesso para a pintura”, explica.

A decisão de retratar o enxaimel e os cenários de Pomerode

Suzan conta que sua experiência residindo na Alemanha e também pelo fato de ser descendente de pomeranos, criou uma paixão por suas raízes, o que a inspirou em seus diversos quadros.

“A técnica de construção enxaimel é algo que eu gosto muito, adoro o tijolo à vista, as vigas, e eu sempre busco trazer isso em minhas obras. Aqui de Pomerode já fiz quadros da Casa do Imigrante, Portal Norte e Portal Sul, mas este em uma outra técnica”, revela.

A artista também cita uma das obras que mais a desafiou no processo de pintura, pelo tempo que dispunha até a entrega da obra. “A mais desafiadora foi uma encomenda de Balneário Camboriú, de um grande empresário. A obra em si não foi o desafio, mas sim o tempo que eu tive para fazer o quadro. Era para a família Graciola, da FG Empreendimentos de Balneário Camboriú. Eles queriam presentear o casal de pais deles e eles queriam a pintura em duas semanas, então para mim foi muito desafiador fazer uma obra daquele tamanho em tão poucas horas, mas eu consegui”, conta.

A arte como terapia

Suzan afirma que sua paixão pela arte começou ainda na escola, quando começou a se destacar nas aulas de arte e, desta forma, teve seu talento valorizado por uma professora.

““A arte também carrega muita melancolia. Nós, artistas, músicos e pintores, somos muito perfeccionistas e acabamos presos aos detalhes, muitas vezes nos diminuindo. Durante muito tempo eu achei que os outros eram mais capazes, mas, com o apoio do meu marido e reconhecendo meu próprio potencial, percebi que podia pintar e que havia pessoas que gostavam do meu trabalho. Hoje, a pintura é um hobby, mas também uma terapia e algo que me faz muito bem”, destaca.

Além do trabalho com a arte, Suzan e o marido possuem um trabalho voltado a casais, por meio do perfil @canal.voceeeu, no qual falam sobre o assunto família. “Hoje muitos terapeutas, muitas pessoas têm o aconselhamento voltado para o divórcio, mas a gente acredita muito na família e no poder do casal”, finaliza.

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