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As emoções de viver a maternidade pela primeira vez

Elyane Berlanda Henschel fala sobre a realização do sonho de ser mãe e os desafios de ser mãe de primeira viagem

8 de maio de 2022

Foto: Arquivo pessoal

Ser mãe pela primeira vez é uma experiência que impacta a vida de qualquer mulher. Elyane Julyta Berlanda Henschel definiu a gravidez como uma experiência que não se compara a nenhuma outra em sua vida, como algo simplesmente único.

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Em 14 de dezembro do ano passado, ela e o marido, Fernando Henschel, celebraram a chegada da primeira filha, Joana Elys Berlanda Henschel, que veio ao mundo quando Elyane estava no oitavo mês de gestação. A gravidez e o nascimento de Joana representaram a realização de um sonho para o casal.

“Desde que me conheço por gente, eu sempre quis ser mãe. Mas eu sabia que tinha alguns problemas, então eu tive um pouco mais de dificuldade para engravidar. Estávamos tentando há quatro anos e como não estava dando certo, nossa ideia era analisar e, quem sabe, adotar em 2023. Mas neste meio tempo acabei engravidando e, graças a Deus, deu tudo certo”, relembra Elyane.

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Ela descobriu que estava grávida em 30 de abril do ano passado, quando já estava nas quatro semanas de gestação. Elyane comenta que havia feito um teste antes, mas o resultado havia sido negativo e, um tempo depois, acabou fazendo um segundo teste, por desencargo de consciência. e este deu positivo.

Quando viu o resultado positivo, Elyane afirma que ficou tensa e com receio de ser um falso positivo. Então, comprou mais dois testes e fez um exame de sangue, para ter completa certeza. Quando os dois novos testes também resultaram em positivo, ela teve certeza e o momento foi de emoção.

“Eu preparei uma surpresa para o meu marido e ele ficou muito emocionado quando soube. Foi maravilhoso saber que eu estava grávida, mas a ficha só cai quando a barriga começa a crescer. A gravidez é um período único na vida de uma mulher, nenhuma experiência que já vivi se compara a estar grávida. É maravilhoso, mesmo com os vários enjoos que eu tive ao longo da gravidez, e eu enjoei muito. Durante a gestação, eu adorava a minha barriga, adorava desfilar com a minha barriga, adorava quando a Joana chutava, era muito bom”, enaltece.

No dia em que Joana veio ao mundo, Elyane estava em casa, sozinha, e comenta que já se sentia muito cansada. A sua bolsa estourou e ela tentou falar com a irmã, que foi auxiliá-la. O cunhado a levou para o hospital e Elyane ligou para o marido, para que Fernando voltasse de Brusque, onde estava trabalhando, para acompanhar o nascimento de Joana, em Blumenau.

“Eu estava muito tranquila, meu médico já tinha me orientado a ficar tranquila nesta situação. O Fernando conseguiu chegar a tempo e acompanhar todo o parto, que foi com cesária. Naquele momento, a preocupação de toda a gestante, acredito que seja nascer com saúde e logo quando a Joana nasceu, saudável, já veio para o meu peito. Quando você vê a sua filha, ali perfeita, com o narizinho, a boquinha, é uma sensação de paz, de tranquilidade”, destaca Elyane.

Foto: Arquivo pessoal

 

Logo após o nascimento, no entanto, veio a primeira dificuldade: a amamentação. A mamãe de primeira viagem comenta que, antes da chegada da Joana, pesquisou muito sobre o tema, tentando reunir o máximo de informações possíveis.

E uma barreira neste início da experiência com a amamentação, foi o formato do bico do peito, já que o de Elyane era plano, ou seja, mais difícil para que o bebê consiga pegá-lo da forma correta. Nas primeiras tentativas, Joana não conseguiu mamar no peito e recebeu leite dos estoques do hospital.

“Como ela não conseguia mamar, eu me sentia a mãe mais incapaz do mundo. E por mais que as enfermeiras tentassem me explicar, na realidade a dificuldade era que o bico do seio era plano. Quando viemos para casa, o leite chegou a secar, mas depois voltou, e mesmo assim a Joana ainda não conseguia mamar. Conversando com uma amiga, ela falou sobre o bico de silicone, e ali a Joana pegou, mas saía pouco. Tentei bombinha e outros métodos, mas saía pouco leite. Depois que ela pegou, amamentei um pouco, mas precisamos introduzir o leite em pó”, conta.

Felizmente, logo após o nascimento de Joana, Fernando conseguiu emendar as férias e pôde ficar mais tempo em casa, com Elyane. Ela mesma optou por ficarem os três em casa, contando com o auxílio dos pais de Elyane e dos pais de Fernando, e o suporte do marido foi fundamental.

“Foi muito difícil enfrentar o fato de não conseguir amamentar, pois me sentia muito incapaz. Antes dela nascer, eu sempre pensava que este seria o único vínculo que apenas eu teria com ela, e quando eu não consegui, foi muito difícil lidar com isso. Hoje eu consigo entender que não foi nada que eu fiz de errado, mas simplesmente não aconteceu E hoje ela está saudável, está ganhando peso e isso me traz muito alívio”.

Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode

 

Elyane admite, também, que após o parto existe uma fragilidade psicológica para a mãe, e é fundamental que as pessoas ao redor entendam e respeitem este momento. Ela também comenta que sentia muito a falta da barriga e, lidar com uma mistura de emoções não é fácil.

Neste período, o que lhe deu força foi manter a fé no que acredita, isso foi algo que fez a diferença. Elyane manteve a fé em sua religião e em suas crenças, apegando-se ao apoio que tinha e em sua fé, para passar pelos percalços que surgiam.

“Eu sempre segui o que eu achei que era certo, com base nas informações que eu busquei. Hoje tudo gira em torno da Joana, pois queremos que ela esteja bem, mesmo quando às vezes não nos sentimos tão bem, ela estar tranquila e bem é a prioridade, mas pensamos em ter um segundo filho, sim. Para quem será mãe pela primeira vez, acho que a mãe deve seguir o que o coração diz para ela fazer, pesquisar informações sobre tudo e ouvir o aconselhamento médico, e seguir a sua intuição a partir daquilo. Se o pai está presente, deixar que ele participe das situações e usufruir deste momento tanto quanto ela, além de buscar o máximo de informação possível. Além disso, é importante jamais perder a fé e se apegar àquilo que acredita”, finaliza.

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