O pomerodense Richard Ariel Thurow foi aprovado no Studienkolleg Marburg, etapa preparatória exigida para estudantes estrangeiros que pretendem ingressar em universidades públicas na Alemanha. Ele conta que o momento da confirmação foi de entendimento gradual do resultado: “Quando recebi a notícia, demorou alguns segundos até cair a ficha. Era aquela mistura de alívio com a sensação de ‘caramba, deu certo’.”
A decisão de estudar na Alemanha surgiu ao longo do período escolar, quando identificou afinidade com áreas ligadas à tecnologia e à aplicação prática. “A ideia começou a tomar forma quando percebi que queria algo que unisse tecnologia, lógica e criação prática. A Alemanha sempre esteve no meu radar pela engenharia forte e pelo ensino público de qualidade”, afirma. A oportunidade de participar do concurso oferecido pela ZfA (Zentralstelle für das Auslandsschulwesen) marcou o ponto de partida para viabilizar o projeto.
A preparação para o processo seletivo envolveu rotina intensa e foco. “A simplicidade da prova é o que a torna mais desafiadora: cada acerto era crucial para a pontuação final”, explica. Ele acrescenta que a concorrência internacional e a ansiedade foram fatores que precisaram ser administrados durante os estudos: “O que mais ajudou foram os simulados e a consistência na rotina.”
O DSD II, diploma de proficiência em alemão, também teve peso no processo. “O DSD II foi essencial. Ele me deu não só o diploma que as instituições exigem, mas também a confiança de que eu realmente conseguia me comunicar em alemão em nível avançado.” Richard também menciona que a base construída no Colégio Doutor contribuiu para o desempenho: “O que mais me ajudou foi a base sólida em alemão e o incentivo dos professores. A oportunidade de ter os diplomas DSD I e II foi crucial.”
Com a aprovação, ele se prepara para iniciar o Studienkolleg e, depois, ingressar no curso de Engenharia Mecânica. O interesse pela área acompanha Richard desde cedo: “Eu sempre me questionava como as coisas funcionavam, e isso me levou à engenharia mecânica.”
Sobre a adaptação à vida acadêmica e ao cotidiano alemão, ele prevê um período de ajustes: “Imagino que vai ser um processo gradual. No começo deve ter o choque cultural, mas vejo isso como oportunidade de crescimento.” Ele comenta ainda que o estilo de vida de Pomerode pode facilitar parte da transição: “Acredito que o estilo de vida daqui também será condizente com o alemão.”
A família e os amigos acompanharam de perto a trajetória até a aprovação. “Foi uma explosão de alegria aqui em casa. Meus amigos comemoraram porque muitos acompanharam parte do processo.”
Ao comentar sobre os planos futuros, Richard afirma que ainda não definiu se permanecerá na Alemanha após a graduação: “A médio prazo, meu foco é entrar na universidade e me adaptar bem ao curso. A longo prazo, ainda estou decidindo se vou construir carreira lá ou se volto ao Brasil.”
Para outros estudantes que desejam trilhar caminho semelhante, ele resume a experiência em alguns conselhos:
“Comece pelo idioma. Estude com consistência. Pesquise muito sobre os processos. E, talvez o mais importante: não tenha medo do fracasso. O erro faz parte da caminhada e é uma das melhores formas de aprender.”