Amor por carros antigos em família
Sogro e genro mantém veículos antigos e falam sobre a paixão que une a família
A paixão por carros antigos é um característica comum em muitos moradores de Pomerode, que colecionam veículos e histórias relacionadas a eles. Quem caminha pelas ruas da cidade já deve ter visto um Chevrolet 1941 e um Ford A circulando pelas ruas e muitos se perguntam de quem são estes tesouros.
Os carros pertencem a Timóteo Hoffmann e o sogro, José Carlos Fausel, dois apaixonados pelos veículos antigos. Timóteo adquiriu o seu Chevrolet, há cerca de sete meses, em 15 de maio. Para ele, os carros antigos sempre foram uma diversão, um hobby, algo que lhe trazia felicidade.
“Encontrei o carro pela internet e tive a sorte de ser em Blumenau, o que é difícil, encontrar um carro como este nas proximidades. Assim que eu o vi, quis comprar. Mas antes dele também já tive uma Kombi 1972, uma F75 e um Fusca 66, meu primeiro carro, inclusive. Minha esposa, Cristina, também já teve um Fusca 1959”, conta Hoffmann.
A experiência tem sido gratificante para Timóteo, mesmo que a pandemia tenha limitado as vivências que poderiam ocorrer com o carro antigo. Devido à Covid-19 e suas consequências, ainda não foi possível fazer alguma viagem ou passeio marcante com ele, mas com certeza no próximo ano pretendem ter estas experiências.
“Minhas filhas já gostam de andar com o carro antigo e espero que logo possamos viajar e passear mais com ele. Neste ano não foi possível, devido à pandemia, mas com certeza no ano que vem poderemos aproveitar mais o nosso carro”, afirma.
Para Timóteo, os carros antigos têm um significado muito especial, que o inspira a continuar mantendo viva esta paixão pelas raridades sobre quatro rodas. “Eu sempre gostei de carros antigos, principalmente daqueles que, quando passam, trazem sorrisos para as pessoas, para as famílias, despertam algum tipo de lembrança. Esse sempre foi o aspecto que me fez gostar dos carros e que me incentivou a ter veículos antigos, também”, ressalta.
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Quem também incentivou a manutenção desta paixão por carros antigos em Timóteo foi o sogro, José Carlos Fausel, outro amante das relíquias sobre quatro rodas. Há três anos, seu xodó é um Ford A, mas a paixão por carros antigos já existe há muitos anos.
“Eu estou envolvido por este mundo desde o fim dos anos 80. Minha filha, Cristina, esposa do Timóteo, cresceu andando em carros antigos e felizmente encontrou alguém que também tem esta paixão e por isso ainda vive neste meio”, afirma Fausel.
O gosto pelos carros antigos foi sendo cultivada desde sempre na vida do aposentado. Quinto filho na família, José começou a se interessar pelo mundo dos veículos antigos quando um de seus irmãos teve o primeiro carro, um Ford A, igual ao que ele mesmo tem, agora, por isso sempre esteve envolvido neste universo.
“É algo que está na minha família. O primeiro carro antigo que tivemos foi um Simca, que eu e minha esposa restauramos em casa. Então, na década de 90, passei a fazer parte do Blumenau Autos Veteranen Club, e me mantive envolvido neste universo. Eu fui presidente do grupo em 1991, quando foi realizado o 1º Encontro Sul Brasileiro de Veículos Antigos, do qual eu fiz parte da organização”, revela.
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Com o passar dos anos, a paixão foi se desenvolvendo e José teve diversos carros antigos, acumulando histórias e experiências. As duas filhas, Cristina e Gisele, cresceram neste meio e também viveram estas experiências relacionadas aos veículos antigos.
“Uma vez fizemos uma viagem para Foz do Iguaçu com um Ford 1948. Eu fiz uma ‘cama’ no carro, para minhas filhas, já que a viagem era longa e cansativa e elas puderam aproveitar bem o trajeto. Também, comprei um Fusca 1959, em outra oportunidade, para Cristina e Timóteo mexerem e terem esse contato com o prazer que é cuidar de um carro antigo”, relembra.
José também se recorda com carinho das diversas aventuras vividas ao longo de mais de 30 anos de amor com os carros antigos. “Um evento divertido era sempre o encontro em Canela. Íamos em caravana, descendo de carro até lá e lembro de comprarmos alguns rádios PX para nos comunicarmos. Alguns carros tinham o rádio, sempre o que estava na frente da caravana, um que estava no meio e o outro que ficava no fim e assim íamos nos comunicando e organizando. Também é gratificante ver como as pessoas falam da durabilidade do carro e admiram ele”, conta Fausel.
O admirador de carros antigos destaca, ainda, o poder que os veículos têm de manter as famílias unidas e frisa que este é o significado mais especial deles.
“Na minha opinião, o foco em ter um carro antigo é manter a tradição que envolve a família, tê-la como base e manter as tradições dela. Isso é importante, quando se tem um carro antigo. E eu fico contente porque minhas filhas agregaram pessoas que também estão ligadas e gostam desta tradição, mantendo vivo esse amor”, encerra.
