Alunos que viraram parte da família
Ex-alunos e atuais funcionários da Escola Amadeu da Luz relatam emoção em poder continuar fazendo parte da história da escola
Uma escola que se torna uma segunda família. Assim os quatro ex-alunos da Escola Amadeu da Luz, que hoje são funcionários da instituição, definem a relação com o local, depois de vários anos na escola.
Francielle Hornburg Bolduann e Marcelo Borchardt são professores do Ensino Bilíngue e foram alunos da escola, enquanto Débora Strutz Gustmann e Malaica Hille atuam na secretaria da Amadeu da Luz, após terem feito parte do quadro de alunos do local, anteriormente.
Francielle foi aluna na Amadeu da Luz entre os anos de 2001 e 2004 e, em 2016 passou a fazer parte do quadro de funcionários no local. “Sempre gostei muito do idioma alemão e, em 2010, tive a oportunidade de fazer um estágio na Alemanha, como babá, e ali adquiri mais conhecimento sobre o idioma, estudando também na faculdade. Logo depois, procurei oportunidades de trabalho, e eu quis vir para o Amadeu, porque seria muito interessante trabalhar com ex-professores meus. No Amadeu da Luz sempre foi uma família. Antes de vir para cá eu estudei em uma escola multiseriada e vir para cá foi muito acolhedor. Sempre tive o sonho de voltar, era como se fosse minha segunda casa”, conta a professora do Ensino Bilíngue.
Na secretaria da escola, realizando um sonho de infância, atua Débora Strutz Gustmann. Em outubro, completam-se quatro anos que está trabalhando na Escola Amadeu da Luz. Porém, em seu tempo de estudante, os primeiros anos, no pré-escolar, foram vividos ainda na sala que fica ao lado da igreja do bairro. Quando Débora iniciou no 1º ano do Ensino Fundamental, foi inaugurado o novo prédio.
“Tenho algumas lembranças desta transição para cá. No outro prédio tínhamos aula no refeitório e aqui era tudo maior, as salas, a estrutura como um todo, além do espaço para correr”, comenta.
Ela recorda como a admiração pelos professores e o gosto pela administração a inspiraram a se tornar secretária escolar. “Quando saí da escola coloquei na cabeça que iria ser secretária aqui. Me aperfeiçoei e estudei, até que passei no concurso para vir trabalhar na escola. O Amadeu fez parte da minha vida desde sempre. Os meus dois filhos estudaram aqui, Pietra e Pablo e nunca fiquei realmente longe da escola. A Amadeu mora no meu coração desde sempre”, declara Débora.
Outro professor do Ensino Bilíngue, que foi aluno da Escola Amadeu da Luz é Marcelo Borchardt, que retornou ao local neste ano, como professor. Ele havia estudado durante todo o Ensino Fundamental na instituição e comenta como foi o retorno à Amadeu.
“Sempre trabalhei no estado. Já tenho 13 anos de carreira na educação, mas nunca no município. Neste ano, como não havia vagas no estado, e me sugeriram tentar ingressar no município. Então, vi que havia uma vaga em alemão, na Amadeu, e como tinha muita experiência com o alemão, na hora da escolha de vaga, optei pela vaga na Amadeu”, conta.
Para o professor, a nova experiência, após tanto tempo, tem sido enriquecedora, principalmente pela forma como foi recebido. “É diferente porque antes trabalhei com jovens e agora trabalho com crianças, o que está sendo muito desafiador. Estou me descobrindo como professor de crianças mais novas. Uma transformação interna para conseguir lecionar para os menores. Toda vez que a gente vem para a Amadeu, sabendo que é a escola onde estudei, vendo a evolução, é saber que faço parte da história. Estou muito feliz por isso”, enaltece.
Na secretaria também atua uma ex-aluna que tem a paixão pela escola muito forte no coração. Malaica Hille iniciou seus estudos na Escola Amadeu da Luz em 1994, na pré-escola, e se formou na 8ª série em 2002. 11 anos depois, em 2013, ela retornou à Amadeu, desta vez na secretaria.
“Eu trabalhava na prefeitura, recepcionista de posto de saúde, quando vi a oportunidade de mudar de área, com o concurso para secretária de escola. Havia duas vagas, na Rosa Borck e na Amadeu da Luz e eu prestei o concurso, ficando em terceiro lugar. Primeiramente, as duas vagas foram escolhidas pelos primeiros colocados, mas depois fui chamada, justamente para a vaga na Amadeu da Luz”, relembrou.
Para a secretária escolar, voltar à escola traz um sentimento difícil de ser explicado, mas que traz muita alegria. “Voltar é um sentimento meio maluco, pelo fato de trabalhar com pessoas que me deram aula, principalmente, mas, mesmo assim, sou apaixonada pela escola. Eu sempre digo que você pode sair da Amadeu, mas a Amadeu não sai de você”, enaltece.
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