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Aliando alegria à proteção

Contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, a camisinha é o método mais eficaz.

13 de janeiro de 2012

Contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, a camisinha é o método mais eficaz.
A Festa Pomerana começa quinta-feira (12/01) e em alguns dias o carnaval também fará parte das comemorações do calendário. Momento de festa e comemoração que muitas vezes acaba com relações sexuais. Muitas dessas relações não são seguras, expondo os envolvidos a doenças como a Aids.
Atualmente já existem tratamentos para a Aids e HIV. Eles até retardam o avanço da doença, mas a dependência dos medicamentos é para o resto da vida. Além disto, o tratamento anti-retroviral possui custos altíssimos, e muitas vezes não chegam a todos que precisam.
É por isto que o melhor jeito de tratar a contaminação pelo HIV é prevenindo, e nesse período de festas, usar camisinhas em todas as relações sexuais é imprescindível. Pensando nisto, o Grupo Multidisciplinar DST-Aids de Pomerode, desenvolve várias atividades durante o ano, em especial, nas datas como a Festa Pomerana e o Carnaval. Durante a Pomerana, todos os membros da Secretaria de Saúde que trabalham dentro e fora dos pavilhões da festa, utilizam uma camiseta – lembrando detalhes da cultura alemã, como o suspensório de Fritz e vestidos de Frida – com a mensagem da prevenção e da utilização de camisinha em todas as relações. Leques com informações de como se pega ou não o HIV também são distribuídos durante os dias de festa.
Outra atitude é a instalação de dispensers com preservativos em alguns banheiros femininos e masculinos. De acordo com Luiz Harmel, membro do Grupo Multidisciplinar, essa atitude é uma maneira de evitar futuros casos de DSTs em Pomerode. “Se conseguirmos evitar um caso já estaremos no lucro, pois o preço de todos esses preservativos não se compara ao tratamento de uma pessoa com Aids”, completa.
Não existem métodos que evitam a contaminação, exceto a utilização de preservativos. Mitos e lendas populares devem sair da ideia de todos, e a preocupação com o contágio deve ser constante, pois a doença não tem cura, sendo assim, um problema de saúde pública em todo o mundo.
Durante o ato sexual, apenas preservativos, sejam eles femininos ou masculinos, podem reduzir drasticamente os riscos de infecção com DSTs. A melhor evidência até agora indica que o uso do preservativo reduz o risco típico de transmissão heterossexual do HIV em cerca de 80% em longo prazo, embora o benefício possa ser maior se os preservativos forem usados corretamente em cada ocasião.
O vírus é considerado uma pandemia global, atingindo todas as classes sociais, sem distinção e é por isso que todos estão sujeitos à contaminação. Não há como solucionar o problema após ele já chegar. A Aids tem que ser tratada de um único modo: se prevenindo.

Assim se pega:

– Sexo oral sem proteção;

– Sexo anal sem proteção;

– Sexo vaginal sem proteção;

– Compartilhamento de seringas;

– Pela mãe infectada (durante a gravidez ou parto);

– Pelo leite materno (se a mãe estiver infectada);

– Por instrumentos não esterilizados;

– Receber sangue contaminado;

Assim não se pega:

– Beijo (na boca ou no rosto);

– Masturbação a dois;

– Compartilhamento de copos ou talheres;

– Suor, saliva e lágrima;

– Aperto de mão ou abraço;

– Uso coletivo de toalhas, banheiro, sabonete, piscina ou assento de ônibus;

– Picadas de inseto;

– Tosse ou espirro;

– Roupas, lençóis e travesseiros;

– Doação de sangue.

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