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Admiração como ingrediente principal

O povo pomerodense já mostrou, inúmeras vezes, que valoriza as suas origens e tradições, seja na dança, música ou culinária. E foi isso que fez Rose Mari Wachholz José, cozinheira, que resolveu resgatar a receita da Bolacha de Araruta de Frau Elza Koenig.

23 de julho de 2017

O povo pomerodense já mostrou, inúmeras vezes, que valoriza as suas origens e tradições, seja na dança, música ou culinária. Mas ainda é possível encontrar novas maneiras de idealizar essa preservação. E foi isso que fez Rose Mari Wachholz José, cozinheira, que resolveu resgatar a receita da Bolacha de Araruta de Frau Elza Koenig. 

“Eu conhecia a Frau Koenig desde criança, já que  ela foi responsável pela cozinha no casamento da minha irmã. Frau Koenig também passou algumas de suas receitas para a minha irmã, então foi lá que encontrei a da bolacha. Sempre a admirei muito e essa foi uma forma que encontrei de homenageá-la. Sempre quis fazer a bolacha de araruta, famosa da Frau Koenig, e com o Festival Gastronômico tive a oportunidade”, conta Rose. 

Muito mais do que simplesmente reproduzir a receita, a doceira pomerodense fez uma verdadeira viagem pela história de Elza Koenig. Rose conversou com as cozinheiras aposentadas Rieta Borchardt e Edertraudt Heinert. Conversou, também, com o filho de Elza, Fides Koenig, além de procurar fotos de Frau Koenig.

“Uma marca registrada dela era usar o lenço na cabeça, tanto que em todas as fotos é fácil reconhecê-la por isso”, comenta a cozinheira, que resgatou a memória de Elza Koenig, falecida em 18 de agosto de 2005, aos 85 anos.

Rose ressalta, ainda, que teve o cuidado e a preocupação em manter o modo de preparo tradicional também, utilizando banha e manteiga, como era feito na época, e a Wurst Machine (máquina de moer linguiça manual, adaptada para modelagem das bolachas). 

“Eu ainda adaptei a receita para dois novos sabores, mas a melhor é a original, tradicional. Adorei fazer essa receita que pertencia a ela, pois é muito gratificante poder homenagear uma pessoa que era tão importante e admirada, não só por mim, mas por muitos em Pomerode”, afirma. 

A cozinheira comenta, bem-humorada, que também pesquisou e leu sobre o ingrediente principal da receita. Ela relata, ainda, que nunca fez curso para saber cozinhar, sempre aprendeu tudo em casa. Quando tinha, mais ou menos, cinco anos, já preparava o mingau em casa. “Em minhas receitas acrescento também o amor que eu tenho pela arte de cozinhar e, então, o resultado só poderia ser o sucesso”, declara Rose. 

Elza Koenig nasceu em 23 de agosto de 1919, morou a vida toda no Wunderwal e foi casada com Rodolfo Koenig. Na década de 40 era possível vê-la, frequentemente, coordenando e comandando as cozinhas nos casamentos e eventos realizados na região. Ela ficou conhecida na cidade por ser uma cozinheira de “mão cheia”, muito competente e que amava o que fazia.

“A homenagem é, além de tudo, um ato de agradecimento pela oportunidade de poder conduzir essa tradição tão bonita e significativa e uma parceria de sucesso entre mim e a Frau Koenig, que ultrapassou os limites do divino”, finaliza.

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