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Adesão à greve dos professores ainda é baixa

O terceiro dia da paralisação estadual de professores da rede pública segue praticamente com os mesmos números dos últimos dias. Dados repassados pelas Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDR) apresentam cerca de 3% dos professores em greve e aproximadamente 17 mil alunos com atividades remanejadas.   “Os diretores estão trabalhando fortemente…

26 de abril de 2012

O terceiro dia da paralisação estadual de professores da rede pública segue praticamente com os mesmos números dos últimos dias. Dados repassados pelas Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDR) apresentam cerca de 3% dos professores em greve e aproximadamente 17 mil alunos com atividades remanejadas.

 

“Os diretores estão trabalhando fortemente para garantir o bom funcionamento das escolas. Algumas estão com apenas 1 ou 2 professores parados, o que permite um trabalho normal, com substituição do profissional”, afirma o secretário da Educação, Eduardo Deschamps. Na segunda-feira, 23, 56 escolas estavam reunidas em conselho de classe, este número diminuiu para 20 hoje, 26.

 

Em Criciúma, o Grêmio Estudantil do Cedup Abílio Paulo, promoveu uma assembleia com os estudantes do período matutino e colocou em votação a possibilidade de paralisar as atividades para apoiar a greve dos professores. Com o coro de “queremos aula” os alunos, por maioria absoluta, votaram contra o movimento e as aulas seguem normalmente, já que dos 100 professores existentes na instituição, apenas 10 aderiram o movimento grevista.

 

A mesma votação já havia sido feita na semana passada entre os estudantes do período noturno e a decisão de não apoiar a greve foi unânime. No Cedup Abílio Paulo estudam aproximadamente 700 alunos. “Essa é mais uma prova de que os estudantes e a maioria dos professores querem continuar suas atividades nas escolas. Entendemos também que este não é o momento para paralisações, já que ainda sofremos as consequências da greve de 2011”, explicou o gerente Regional de Educação da SDR Criciúma, Luiz Rodolfo Michels.

 

Assim como os alunos de Criciúma, outros também querem estar em sala de aula. Por isso, o secretário enfatiza a importância de os pais levarem seus filhos para escola. “Não queremos as crianças em casa. Elas têm direito ao ensino e as escolas contam com profissionais preparados para atendê-las. Mesmo que algum professor esteja parado, outros irão assumir a turma”, finaliza Deschamps.

 

Fonte: Secretaria de Estado da Educação

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