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Adaptação às novas formas de transmitir conhecimento

Setor da educação, principalmente, a pública, também precisou se adaptar às mudanças causadas pela pandemia do coronavírus

1 de maio de 2020

A pandemia de coronavírus mudou a realidade de vários setores da sociedade e uma das principais mudanças, como vimos nas páginas anteriores, foi nas rotinas de trabalho de várias pessoas. Na educação, essa situação não foi diferente. Os professores, das diferentes redes de ensino, precisaram se adaptar ao ensino online, que muda, e muito, o planejamento de suas aulas.

De acordo com a Secretaria de Educação e Formação Empreendedora, antes de serem iniciadas as atividades não presenciais, foi realizado um período de treinamento para a equipe da rede pública de ensino, antes que o contato com os alunos fosse realizado. Foram feitas lives com profissionais chamados pela Secretaria, para que a equipe docente se preparasse para o uso do Sistema (SGE) e para a preparação das aulas.

O sistema é utilizado há anos pela Secretaria de Educação, mas, agora que precisou ser mais utilizado, pelos professores, pais e alunos. E para entender como está essa adaptação no trabalho de professores e equipe escolar, conversamos com os profissionais da Escola de Educação Básica Municipal Prof.º Vidal Ferreira.
O diretor da instituição, Dênis Sell, explica que, antes de começarem a adotar o uso do sistema para as atividades não presenciais, os pais foram consultados. “Foi feita uma pesquisa com 100% dos pais dos 160 alunos da Escola e, destes, sete afirmaram não ter acesso à internet, e outros 10 tinham alguma dificuldade, como somente um celular, por exemplo. Para quem tem estas dificuldades, as atividades são impressas na escola, e os pais vêm buscar”, esclarece.

 

Os professores, então, planejam e postam conteúdo e atividade para os alunos no SGE. Os estudantes e seus pais têm acesso ao sistema para executar os exercícios propostos. O acesso dos alunos pode ser verificado pela equipe da escola por meio do próprio sistema, que aponta quando o aluno viu o conteúdo e quando devolveu a atividade feita.

Na E.E.B.M. Prof.º Vidal Ferreira, os professores estão trabalhando com análises semanais dos acessos e devolutivas dos alunos, para que cada família consiga fazer as atividades no seu tempo, pois muitos conseguem apenas fazer fim de semana.

A professora Ursula Dallabona Duwe, regente do 4º ano da escola, que tem 27 alunos, falou sobre a adaptação com a situação completamente nova, em seus 30 anos de carreira.

“Primeiro a situação foi um susto, ainda mais por ser no início do ano, agora que estávamos começando com o uso da apostila. Mas agora estamos nos adaptando a esta experiência. O sistema tem sido maravilhoso para postar as atividades e planejar as aulas. No começo, houve um pouco de dificuldade, mas foi uma questão de adaptação, como vem sendo”, afirma a professora.

Foram feitos grupos de WhatsApp de cada turma, com os pais, alunos, professor, diretor, secretária e orientadora da escola. Os profissionais colocam-se à disposição todos os dias, o dia inteiro, para esclarecimento de dúvidas e auxílio. 

Os professores estão organizando a própria rotina. Ursula afirma que passa mais tempo preparando a aula do que de costume. “É preciso detalhar mais o passo a passo a ser seguido pelos alunos, com vários lembretes. O planejamento requer mais cuidado e atenção, pois deve ser de fácil entendimento”, ressalta.

 

Uma das mães que precisa ir à escola, buscar as atividades impressas é Ivani Bork. Dois de seus filhos estudam na Vidal Ferreira, no 3º e no 4º anos, e comenta como é a rotina de estudos em casa. “Nós ajudamos os dois com as tarefas, normalmente, na parte da manhã e aos fins de semana, e é muito bom que estejam sendo entregues estas atividades, para que eles continuem estudando”, enaltece.

 

Para as próximas semanas, a rede pública terá uma novidade. Isso porque, de acordo com o Secretário de Educação, Jorge Buerger, a pasta está adquirindo a licença do Office 365, já adotada por outras instituições, a qual, permite o uso do pacote Microsoft, incluindo o Microsoft Teams, ferramenta que possibilitaria as aulas online, ao vivo.

“No máximo, na segunda feira deve ser concluída essa compra, e daí já será feita a preparação da equipe. A ferramenta possibilita a gravação das aulas, transmitidas ao vivo, e também, torna possível a interação entre professores e alunos. Estamos modificando nossa maneira de trabalhar, para que a educação não sofra tanto com os efeitos e todos estão se superando neste esforço conjunto”, finaliza.

 

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