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A emoção de distribuir esperança

Técnica em enfermagem fala sobre a emoção em ser a responsável por coordenar a campanha de vacinação

1 de maio de 2021

Com o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19, um grupo de trabalhadores da saúde, que normalmente está nos bastidores, ganhou destaque pela responsabilidade da aplicação das tão esperadas vacinas. Os técnicos de enfermagem e vacinadores são os grupos que tem a tarefa de aplicar as vacinas e lidam com a responsabilidade de gerenciar o andamento da campanha nos municípios.

A responsável pela área em Pomerode é a técnica em enfermagem Simone Steffens da Silva, que, inclusive foi a primeira pomerodense a receber a imunização contra a Covid-19, representando os profissionais da saúde. Simone exerce a profissão há 20 anos e há 13 trabalha na Secretaria de Saúde de Pomerode, vinculada ao setor da Vigilância Epidemiológica.

“Eu trabalhava, até então, sempre na área hospitalar, como técnica de enfermagem na UTI e saí por uma questão particular. Vim do Rio Grande do Sul para cá, e optei por fazer o concurso aqui em Pomerode, e conheci a cidade no dia que eu vim fazer a prova do concurso. E me encantei por Pomerode”, conta Simone.

A técnica em enfermagem relata que o início no setor foi desafiador, pelo vasto conhecimento necessário para lidar com as demandas do dia a dia. É necessário estar sempre atualizado sobre todas as doenças, principalmente sobre as que estão endêmicas. “Mas aos pouquinhos eu fui me encantando, fui gostando, fui me apaixonando e ainda, no mesmo ano que eu entrei, fiz o curso de vacinador, para poder dar um suporte melhor aqui dentro da unidade de saúde para os outros vacinadores”, comenta. 

Em 2009, um ano depois, mais ou menos, Simone passou a ser a técnica responsável pela Rede de Frio do município. Esta Rede engloba o armazenamento do estoque e de onde as vacinas saem para a distribuição nas salas de vacinação.

“Nesta função entra a questão da vacinação em si, além da verificação de toda a Rede de Frio, se ela está adequada, o credenciamento das salas de vacinas novas, avaliando se ela realmente tá adequada ou não, avaliar as portarias novas que tão em trânsito, se as nossas salas ainda estão de acordo, se precisa fazer alguma adequação, buscar equipamentos novos. Além disso, é necessário elaborar as campanhas de vacinação, as que estão ou não no calendário, e agora as campanhas simultâneas da Covid e da gripe, algo que para nós está sendo diferente”, enaltece.

Por ser a primeira profissional da saúde a receber a dose da vacina contra a Covid-19, Simone comenta que até hoje se emociona ao falar deste momento marcante. “A vacinação é uma algo com o qual eu amo trabalhar e ser a primeira vacinada, fez um ‘filme’ com toda a minha história aqui dentro da unidade de saúde. Me senti muito valorizada, enquanto profissional, e acreditei que o que eu fiz, realmente, até hoje, fez a diferença”, destaca.

Para Simone, estar à frente da campanha é um compromisso muito sério, que, às vezes, se torna bastante cansativo e pesado, porque existe uma série de procedimentos que tem que ser seguidos. Então, a equipe tem que ter muito cuidado. “Fico lisonjeada por estar à frente da campanha, de ter essa confiança depositada em mim. Mas claro que eu não seria ninguém se eu não tivesse toda uma equipe, me auxiliando. A equipe está muito unida, engajada, presente, e tem feito toda a diferença para o bom andamento da vacinação”.

A Vigilância Epidemiológica conta hoje com 13 vacinadores, além dos técnicos de enfermagem que são capacitados para fazer as aplicações. Hoje, a vacinação da Covid, centralizada na sede da Secretaria de Saúde, é feita também por técnicos em enfermagem e a imunização contra a Influenza é feita nos postos de saúde, pelos vacinadores responsáveis, que são um em cada unidade.

Por fim, Simone ressalta a felicidade em poder também fazer parte deste momento de felicidade e esperança, que é o recebimento da vacina. “Como eu me senti feliz em receber a minha dose, eu tenho que estar feliz por vacinar os demais. É muito gratificante, mas também uma responsabilidade. Trabalhamos com o máximo de profissionalismo para que essa pessoa que recebe a vacina possa realmente se sentir tão feliz quanto eu me senti naquele dia. E é muito gratificante trabalhar com os idosos agora, porque é um dos públicos que mais sofreu com a pandemia no sentido de ficarem em isolamento, de ter que se restringir a tudo. Então, quando eles vêm, a gente vê eles vêm muito felizes, com uma esperança, eles elogiam muito o trabalho. Então, é muito gratificante pra gente ouvir isso, sabe? Houve um dia, em que uma senhora que disse que nós somos os anjos que protegem a saúde deles. No final, ela ainda disse que nos amava. Isso não tem preço, é muito gratificante”, finaliza.

 

 

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