Cultura

A dança como expressão dos sentimentos

Bailarina e coreógrafa Andréa Hradec fala sobre o trabalho como coreógrafa, que resultou em uma menção honrosa no Tanzolymp, na Alemanha

8 de abril de 2026

Foto: Arquivo pessoal

Março é o mês em que celebra a força das mulheres, com o Dia Internacional em homenagem a elas. Na dança, Pomerode possui uma mulher que já se tornou um símbolo, especialmente em relação ao ballet: Andréa Ianetta Hradec, professora, diretora artística e coreógrafa do Ballet Cultura e criadora das coreografias “Brasil” e “Dança da Marreca”, reconhecidas com Menção Honrosa no Tanzolymp, na Alemanha. A professora falou sobre o processo de coreografar as apresentações e o desafio neste trabalho.

Como começou a sua trajetória como coreógrafa?

Meu primeiro emprego foi como professora de ballet para a ginástica Rítmica na ADBLU, dentro do Colégio Barão do Rio Branco, em Blumenau. Dentro da equipe, eu comecei a coreografar as montagens de séries para a categoria infantil. Pouco tempo depois eu já estava como técnica da equipe infantil.

Após, comecei a dar aulas de ballet iniciante adulto no Teatro Carlos Gomes / Pro Dança , aonde foram as minhas primeiras montagens coreográficas para palco.

Dentro do Pró Dança, também cheguei a fazer montagens coreográficas para um programa infantil da TV Galega, eu coreografava as bailarinas que ficavam a atrás da apresentadora que cantava ao vivo no programa. E então, continuei o trabalho com o Projeto Ballet Cultura.

O que te fez seguir neste caminho de planejar coreografias?

Desde menina eu sempre fui muito criativa, gostava de fazer meus artesanatos, bordados e, na dança, ter o privilégio de criar movimentações para o corpo falar o que as palavras não conseguiriam fazer.

Coreografia é algo incrível, porque você coloca no corpo do bailarino o sentimento que você quer que a plateia sinta.

Como foi a sua preparação para assumir também esta profissão?

Minha formação inclui, na graduação:
Licenciatura e Bacharelado em Educação Física – FURB de Blumenau SC;
Graduada no nível infanto juvenil, elementar e intermediário pela Royal Academy of Dance;
Licenciatura em Dança, nível de 1 grau no Centro de Dança Roberto Silva SP;
Já na pós-graduação:
Especialização em Ginástica Rítmica -UNOPAR PR;
Especialização em Dança na FAP do Paraná PR;
Certicate in Ballet teaching studies, da Royal Academy of Dancing;
Certificam há participado en Cuballet 2012, espetáculo O Lago do Cisnes, através do Ministério da Cultura Centro Pro Dança de Cuba;
Degustação em Dança – Aperfeiçoamento em Dança em Londres / Inglaterra 2020.

Qual o principal desafio em coreografar uma apresentação?

Acredito que é maior desfio e transmitir para o bailarino qual é a proposta emocional em que queremos chegar.

Como foi o processo de criação das coreografias que se destacaram no Festival da Alemanha?

Para a Alemanha pensamos em levar as cores e a alegria do Brasil dentro da coreografia “Brasil”.

Já na coreografia “Dança da Marreca”, pensamos em levar um pouco da nossa cultura de Pomerode, como o estilo de música típica e o marreco.

Qual foi o seu sentimento ao saber que elas foram tão aprovadas?

Ao receber o resultado de todas as coreografias aprovadas para Alemanha, ficamos sem acreditar, não imaginávamos que seria tão fácil essa aprovação, por ser um festival de grande porte.

Quais os desafios para o ano de 2026 com o Ballet Cultura?

Para 2026, o foco será comemorar os 20 anos de Ballet Cultura em Pomerode. Afinal são muitos anos, muitas famílias e bailarinos e passaram pelos palcos com a dança clássica.

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