Saúde

50% das mortes por gripe A poderiam ser evitadas com tratamento

Em todo o estado, foi divulgado que 176 pessoas perderam a vida por causa do vírus H1N1. O fato é que um relatório investigativo sobre os casos, realizado pelo Ministério da Saúde, apontou que desses casos, efetivamente, apenas 73 tiveram a morte decretada pela Gripe A. Os outros 103, foram vítimas de um vírus ainda desconhecido e que será investigado a partir de agora.

1 de junho de 2015

Em todo o estado, foi divulgado que 176 pessoas perderam a vida por causa do vírus H1N1. O fato é que um relatório investigativo sobre os casos, realizado pelo Ministério da Saúde, apontou que desses casos, efetivamente, apenas 73 tiveram a morte decretada pela Gripe A. Os outros 103, foram vítimas de um vírus ainda desconhecido e que será investigado a partir de agora, pelas secretarias regionais e municipais.Porém, outro fato que chama a atenção neste mesmo relatório, é que o Ministério da Saúde mostra que 85% dos pacientes dos grupos de risco, receberam a medicação tardiamente.
Para realizar o estudo, feito entre os dias 15 de junho e 09 de julho, foram focadas as primeiras 28 mortes registradas em Santa Catarina e comparadas com 56 casos em que os pacientes conseguiram se recuperar e se curar.
A conclusão do Ministério da Saúde, desta forma, é que as mortes poderiam ter sido evitadas se os grupos de risco tivessem tomado a vacina. Mas além disso, teria sido ainda mais importante procurar um médico, logo no surgimento dos sintomas (febre altatosse persistente) e se o profissional da saúde seguisse o protocolo determinado pelo MS, que é imediatamente, para casos suspeitos de gripe A, receitar o Tamiflu.
A coordenadora de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, Márcia Carvalho, anunciou que nos próximos meses, todos os médicos da rede pública deverão passar por cursos online para intensificar a importância e a necessidade de receitar o medicamento indicado para estas situações, que é o Tamiflu. Outro ponto que será reforçado é que a medicação precisa ser dada ao paciente em um prazo de 48 horas, no máximo, após o aparecimento dos primeiros sintomas. Mesmo assim, confirmou que mesmo diante do maior número de casos do país, a campanha de vacinação em Santa Catarina não será alterada.

Gripe A em Pomerode
Pomerode confirmou a primeira morte causada em virtude da Gripe A, no dia 12 de junho. Márcia Erdmann Borchardt, de 43 anos, faleceu no final da tarde de domingo, dia 10 de junho. A mulher faleceu enquanto estava sendo transferida do Hospital e Maternidade Rio do Testo para um Hospital em Blumenau.
Em relação a casos de incidência do vírus H1N1, foram registrados 13 casos suspeitos. Desses, oito foram confirmados e cinco descartados.
Sobre as recomendações para a vacinação do próximo ano, Simone Isabel Steffens da Silva, técnica responsável pela Vigilância Epidemiológica de Pomerode, afirma que o Ministério ainda não repassou as informações. “Normalmente esse tipo de assunto é passado um pouco antes da campanha de vacinação; e dependendo do caso, são feitos trabalhos intensificados, principalmente quando registra-se pandemia ou algo do gênero; se isso acontece são feitas capacitações especiais, são enviadas normativas diferenciadas, além dos profissionais receberem treinamentos através de vídeoconferência.
Simone comenta ainda, que Pomerode, apesar da situação estar se tranquilizando aos poucos, ainda tem distribuído a medicação Tamiflu. E como o remédio não é mais controlado, isto é, é distribuído em todos os postos de saúde e no hospital, o tratamento é mais rápido e com isso, acaba se tornando mais eficiente.

Etiqueta sempre
Apesar da queda registrada nos casos de Gripe A na cidade, Simone alerta que as etiquetas da tosse e espirro precisam ser aplicadas sempre. “Esse cuidado evita não só a transmissão do vírus H1N1, mas também de outras doenças virais”, comenta.

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