Uma iniciativa do bem
Presidente da AVP ressalta a importância da doação pessoal.
Em nossa cidade, além de ações individuais de voluntariado, há pouco tempo surgiu a Associação de Voluntários de Pomerode (AVP). Segundo o atual presidente da associação, Geovane Teske, a iniciativa surgiu devido a necessidade que Pomerode possui. “Falar de voluntários ainda é um assunto muito tímido ou pontual na cidade. A AVP surgiu para dar mais destaque e incutir o voluntariado para que com os anos se torne comum na rotina de Pomerode”, ressalta.
Geovane atua de forma efetiva nas reuniões de planejamento, na divulgação da ação e no contato com os voluntários e entidades antes do evento acontecer. Para ele, para ter maior envolvimento com a cidade, todos precisam dar o mínimo de atenção para o que pode melhorar no lugar em que mora.
O pomerodense tornou-se voluntário no ano passado, ao auxiliar uma entidade. Depois disso, surgiu a primeira reunião que iria dar iniciativa à Associação de Voluntários de Pomerode. Geovane frisa, ainda, que para ser voluntário é preciso doar-se. “Acredito que o necessário é ter empatia com a situação que encontrar, tentar entender como é o outro lado e ver o que sua ajuda pode solucionar. E abrir mão do retorno, mesmo sendo financeiro ou ganhando algum tipo de brinde”, completa.
A participação em ações voluntárias também muda opiniões, segundo Geovane. “O próprio voluntariado mudou, onde vi grandes pessoas ajudando pequenas causas. Vejo hoje o contrário, que a solução da pequena causa é muito maior que a grande ajuda individual. Um dia da vida de quem ajuda pode ser a solução de um ano para quem recebeu. O alcoolismo também foi uma questão. Temos o costume de pensar apenas no momento presente como “aquela pessoa não pode consumir bebida alcoólica”. Há muito mais que um simples gole de álcool. Pode ser aquele que não recebeu o carinho familiar ou a compreensão das pessoas com quem convive. É algo que vem de muito antes de começar a beber, uma pequena faísca que causou um incêndio. Tem as festividades e eventos beneficentes, por mais que todo mundo sabe que vai ajudar, vi que o retorno é maior do que parece. Cada pessoa que faz parte da entidade, por exemplo, sente o mesmo alívio. Ganha outra visão sobre o futuro, além de mais confiança”, comenta.
Geovane frisa ainda que é preciso comprometimento para transformar a ação em um hábito. “Acredito que as entidades poderiam ser mais transparentes quanto às dificuldades, ter coragem de vir a público expor uma necessidade. Um pouco da falta de interesse em ser voluntário é pela falta de informação. Por outro lado, as pessoas interessadas às vezes demonstram ter medo de começar a participar por pensar que terão que participar sempre. Todos são convidados, mas são livres para dizer não. Caso digam sim, é o mínimo de comprometimento que esperamos. Conforme se torna um hábito, logo não será mais um incômodo. O importante é o número de pessoas em uma determinada ação, e não a quantidade de vezes que a mesma pessoa deve frequentar”.
Para quem quer ser voluntário, a AVP faz reuniões onde são discutidas as necessidades que podemos de alguma forma ajudar. “Não tenha medo de querer começar e saiba que é livre para avisar que terá que parar. Convido a todos para conhecer a AVP através da página no Facebook (facebook.com/avpomerode) e sinta-se à vontade para fazer o cadastro para começar a ser voluntário. Nosso contato via e-mail é avpomerode@gmail.com”, finaliza.