Especiais

Copom suaviza discurso e sinaliza alta de juro pode estar próxima do fim

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central suavizou um pouco o discurso contido na ata de sua última reunião, realizada no fim de abril, quando a taxa básica da economia brasileira avançou de 10,75% para 11% ao ano – um aumento de 0,25 ponto percentual. A ata foi…

1 de junho de 2015

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central suavizou um pouco o discurso contido na ata de sua última reunião, realizada no fim de abril, quando a taxa básica da economia brasileira avançou de 10,75% para 11% ao ano – um aumento de 0,25 ponto percentual. A ata foi divulgada nesta quinta-feira (10) pela autoridade monetária.

No documento divulgado hoje, o BC retirou uma frase que estava contidas nas ata da reunião anteior, em fevereiro. A autoridade monetária retirou a frase de que o BC entende ser apropriada a continuidade do ajuste das condições monetárias ora em curso. Em seu lugar, afirmou apenas que o Copom entende ser apropriado ajustar as condições monetárias.

O entendimento de que o BC está adotando um discurso menos duro também há havia sido feito pelos analistas do mercado financeiro, com base na frase divulgada pelo BC logo após a última reunião do Copom. Ao anunciar a elevação dos juros para 11% ao ano, no fim de abril, o BC informou que irá monitorar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.

Nos comunicado da reunião anterior, de fevereiro, o recado era um pouco mais forte. A instituição informava que dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado na reunião de abril de 2013, havia decidido elevar os juros para 10,75% ao ano em fevereiro.

Essas avaliações, porém, foram feitas pelo Banco Central no fim do mês passado, antes da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, divulgado nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE). O índice somou 0,92%, o maior para meses de março desde 2003. Em 12 meses, a alta acumulada é de 6,15%, acima dos 5,68% relativos aos 12 meses anteriores.

Notícias relacionadas