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Um jovem talento de nossa cidade

Adolescente de 15 anos investe nas composições próprias, como meio de alavancar sua carreira artística

11 de julho de 2021

Dom: qualidade inata, natural; aptidão, talento. Algumas pessoas nascem com essas características que, se bem trabalhadas, vão nortear as suas vidas. É o caso de Lucas Gabriel da Silva, 15 anos, que compõe músicas há pouco mais de um ano. Inclusive, cinco delas já estão disponibilizadas plataformas de streaming, com um detalhe: todas em inglês.

Segundo o estudante, a sua paixão por música vem desde cedo, no entanto, o interesse em compor veio em 2020, por conta da pandemia da Covid-19. “Comecei a fazer minhas próprias composições no início da quarentena por puro tédio, mas música é algo que sempre esteve presente na minha vida. Eu cresci com meus pais ouvindo Legião Urbana e muito MPB. Tanto que várias coisas me inspiram, mas para compor, o principal são minhas vivências e experiências. Ouvir outras músicas me deixa bastante empolgado para produzir também”.

Já que está no meio musical, o jovem precisava de uma identidade. E isso veio de uma forma inusitada. “Todo mundo me pergunta isso e é uma história um pouco engraçada. Quando eu comecei a estudar produção musical, minha ideia principal era apenas fazer alguns beats de Lo-fi, que era o que eu ouvia bastante na época. Sendo apaixonado pela cultura japonesa – eu já cheguei a estudar um pouco de japonês por conta própria – e como a maioria dos artistas tinha um nome artístico japonês, então, eu decidi que também iria utilizar a língua nipônica para me ‘batizar’. De início, iria colocar ‘Haru’, que significa primavera. Mas, de última hora, mudei para ‘Kazuki’, Só que na hora de criar meu perfil, acabei escrevendo errado e coloquei ‘Kazui’. Eu digo que esse foi um erro que veio para o bem, pois foi bem aceito pelas pessoas, Tanto que, hoje em dia, todo mundo me chama só de Kazui. É um nome que combina comigo e eu gosto muito”, destaca.

Outra marca registrada do artista é que suas canções são todas em inglês. “Eu decidi compor em inglês quando comecei, pois a maioria das músicas que eu ouvia eram nesse idioma. E como era apenas uma ‘distração’ de quarentena, não me importei muito com isso. Porém, agora estou trabalhando em uma ‘nova fase’ das minhas músicas, que serão em português, a partir de agora”, destaca Kazui.

Até o momento, o jovem possui cinco músicas disponibilizadas, porém, há outras antigas guardadas e algumas novas, neste novo rumo da sua carreira. “Eu costumava ouvir bastante música indie, rock de garagem e pop internacional, o que me influenciou a fazer minhas próprias criações em inglês. No entanto, atualmente, eu tenho ouvido muito trap, hyperpop e algumas músicas mais undergrounds”.

E o segredo deste sucesso, com certeza, está nas plataformas digitais. “Hoje em dia, a internet é tudo. Antigamente, você precisava pagar estúdio, gravadora, ter alguém interessado em investir em você para poder lançar um disco e esperar que ele ‘caísse na graça do público’ e vendesse bem. Nos dias de hoje, é muito mais fácil, qualquer um com um computador em casa consegue fazer música e colocá-la nas plataformas de streaming”, comenta o estudante.

Kazui, além de cantar e compor, toca violão, teclado, cajón, guitarra e baixo. “Ainda preciso estudar, mas eu consigo me divertir e tocar algumas coisas”, diz, aos risos. “Quando eu comecei neste mundo, era apenas como hobby, um meio de aliviar minha hiperatividade e tédio da quarentena. Porém, agora, eu penso em uma carreira artística, e esse é um dos motivos pelos quais decidi mudar de estilo e de idioma. Quero focar nas pessoas do meu País, primeiramente, e se tudo der certo, quem sabe eu não consiga ampliar meu público internacionalmente. Essa nova fase do Kazui é para vir, realmente, ‘com tudo’”, finaliza.

 

 

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