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Adoção: um ato de amor incondicional

Há três anos, pomerodenses mudaram a vida de uma adolescente, por meio deste nobre gesto.

25 de maio de 2021

Um dia dedicado ao amor incondicional. Assim pode ser definido este 25 de maio, onde é comemorado o Dia Nacional da Adoção. A data comemorativa foi celebrada, pela primeira vez, em 1996, durante o 1º Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção. Tornou-se uma comemoração oficial em nosso País, por meio de uma lei decretada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso – Lei nº 10.447 -, em 09 de maio de 2002.

O dia é um chamado à reflexão e conscientização a respeito da importância da adoção. Anualmente, ela é utilizada para chamar a atenção da população sobre esse ato, mostrando que ainda existe um número considerável de crianças disponíveis para receber e dar muito amor.

Uma das “modalidades” da adoção, que vem crescendo nos últimos anos e contribuindo para a reinserção de crianças no mundo familiar, é a chamada adoção tardia. Em linhas gerais, são menores, acima dos três anos de idade, que já possuem um desenvolvimento parcial em relação à sua autonomia e interação com o mundo. Ou seja, fugindo um pouco do estereótipo “recém-nascido, loiro e de olho azul”.

 

Uma das primeiras fotos das duas juntas  |  Foto: Divulgação


 

Uma destas personagens é Maria Vitória Kreitlow Koehler, de 12 anos. Há três, ela entrou na vida de Jan Malcon Koehler e Elisa Gabriela Kreitlow, por meio da adoção. “Sempre quis ser mãe e tentei engravidar, então, veio a decisão de adotar. Este assunto sempre foi abordado entre a gente e, depois de dois anos de namoro, resolvemos concretizá-lo. O processo durou cerca de um ano, entre os cursos e a aprovação da Justiça, pois a adoção tardia tem um curso mais rápido. Até que no dia 25 de novembro de 2017, a juíza nos aprovou para que pudéssemos adotar”, conta Elisa.

Segundo a professora, não demorou muito para que Maria Vitória entrasse na sua vida. “Exatamente um mês depois, ligaram para nós, nos informando sobre ela. Começamos a nos falar pelo WhatsApp e chamada de vídeo. Foi amor instantâneo, tanto que no dia 03 de fevereiro, já fomos conhecê-la pessoalmente. E quatro dias mais tarde, ela veio para nossa casa”, diz.

Claro, no início, os desafios foram muitos, mas nada que muito amor e dedicação não fosse superado. “Com nove anos, ela já possuía sua personalidade. Tanto que os primeiros dois meses foram os mais difíceis, tanto para ela, quanto para nós. Nosso filha nos “testava” muito, querendo ver se, realmente, iríamos ficar com ela. Só que, com o passar do tempo, tudo foi se ajeitando. Hoje, não imagino minha vida sem ela”, relata a professora.

 

 

A guarda definitiva veio cerca de três meses depois. “Não há palavras para descrever tudo o que sinto por ela, é um amor muito grande. Apesar de não ter nascido de dentro de mim, ela já estava no meu coração, só faltava nos encontrarmos”.

Tanto que Elisa destaca a importância da adoção, como forma de poder dar e receber um amor verdadeiro. “Com certeza, se eu tivesse condições, adotaria novamente. A adoção é a oportunidade de poder dar um lar para crianças que não tiveram oportunidades e que já passaram por muitas coisas. Deus foi muito generoso comigo, por colocar em minha vida uma pessoa tão especial como a Maria Vitória. Espero que, assim como aconteceu com a gente, mais pessoas possam comemorar este Dia Nacional da Adoção com muito amor e um abraço afetuoso”, finaliza.

 

Mãe e filha compartilham de bons momentos  |  Foto: Divulgação


 

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