Dedicação integral à saúde do pomerodense
Gerente de Enfermagem do HMRT fala sobre os desafios da profissão, principalmente em meio à pandemia
Em tempos de pandemia, os profissionais de saúde foram um dos grupos mais afetados pelas consequências da doença, com jornadas de trabalho exaustivas e exposição constante à contaminação. Médicos, enfermeiros, auxiliares, todos buscaram fazer o melhor de si para salvar vidas, abdicando da própria segurança.
Gisele Sens é Gerente de Enfermagem/Assistencial do Hospital e Maternidade Rio do Testo, completando 10 anos de casa no mês de abril. Com 14 anos de experiência na profissão, ela assumiu os desafios da carreira, trazendo a força e a delicadeza da mulher no cuidado com quem mais precisa.
Ela comenta que, os anos iniciais de sua carreira foram difíceis, mas que aproveitou as chances de mostrar a sua competência. “No início foi um desafio. Eu estava passando pela experiência de ser mãe de dois filhos, Bruno e Julia, e havia a oportunidade de mostrar ao mercado de trabalho a minha competência como profissional mulher, sempre almejando o cargo de liderança. Há um tempo, li a frase que dizia: ‘A felicidade da mulher está em não precisar escolher entre filhos ou carreira’. Concordo plenamente, pois a mulher tem o direito de escolha e com muito esforço e determinação consegui conciliar entre trabalho e família”, conta a Gerente de Enfermagem.
Assim como muitas mulheres, em diferentes profissões, Gisele revela que já enfrentou dificuldades e preconceitos na profissão, sendo mulher, principalmente em cargos de liderança, embora a situação, na sua opinião, já tenha melhorado.
“No início da minha carreira, tive a oportunidade de ocupar o cargo de enfermeira responsável por um setor, depois como coordenadora e hoje, em plena pandemia, estou ocupando um cargo de gerente de assistencial na instituição. Eu sabia que a responsabilidade que eu iria assumir era bem grande, mas com o tempo tudo se encaixa e as coisas vão fluindo. Tenho certeza que o crescimento profissional é importante para as mulheres, por isso é fundamental dar voz a elas e confiar no trabalho. Afinal, o empoderamento feminino não deve ser uma luta exclusiva das mulheres, os homens também precisam apoiar e passar a enxergá-las como parceiras na sociedade”, ressalta Gisele.
O momento é de apreensão, devido aos desafios trazidos pela Covid-19. E para os profissionais da saúde, como é o caso de Gisele, a dedicação tem que ser de 110%.
“Estamos passando por um grande desafio, mas também estamos dispostos a enfrentar essa situação que nunca vivenciamos com essa pandemia de Covid-19. Hoje mais do que nunca acredito que os profissionais que realmente gostam da profissão ‘que são pessoas cuidando de pessoas’ permaneceram firmes nesta luta onde não conhecemos o inimigo. Sabemos que toda essa pandemia gera apreensão, medo, angústia porque somos seres humanos. Neste momento a gente pensa muito antes de sair de casa para trabalhar, mas o cuidar do outro fala mais alto, somos fortes e fazemos o nosso melhor, me pergunto todos os dias de como faríamos sem os profissionais da saúde, principalmente da enfermagem, que cuida 100% dos pacientes, nosso trabalho não pode ser mecanizado, jamais! É um trabalho constante, árduo e de toda equipe, neste momento o trabalho de todos é importante desde a higienização, recepção, enfermagem e médicos. Claro que ficamos tristes pelos momentos longe da família, mas ao mesmo tempo sabemos que neste momento o melhor é manter-se afastados de quem amamos. O que nos motiva é o prazer em trazer a vida, acalmar, acalentar e proporcionar os cuidados necessários ao paciente, é se sentir-se útil, fazer parte desta história, resumidamente salvar vidas”, finaliza.
