Saúde

Pomerode já tem registro de um foco de dengue em 2021

No ano passado, foram registrados nove focos da doença e um caso confirmado, não contraído no município

1 de fevereiro de 2021

Vivendo o auge do verão, além dos cuidados básicos para evitar o contágio pelo novo coronavírus, a população deve se manter atenta à prevenção de outras doenças comuns nesta época do ano, como a Febre Amarela, já abordada em edições anteriores do JP, e a dengue. Esta, em casos graves, de dengue hemorrágica, podem ser fatais.

No ano passado, em Pomerode, foi confirmado um caso de dengue na cidade. O resultado positivo foi confirmado em 06 de janeiro, mas não foi autóctone, ou seja, foi contraído fora da cidade. Porém, isso não significa que a doença não esteja na cidade.

Também no ano passado, o município teve nove focos registrados na cidade e, em janeiro de 2021, também já foi registrado mais um foco em Pomerode. Ou seja, a atenção é necessária para evitar que haja proliferação do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue. Esta, acontece, principalmente, por locais com água parada.

 

E para evitar que haja esta difusão de focos do mosquito transmissor, duas agentes de endemia fazem o rastreamento dos focos. O trabalho é contínuo e segue durante todo o ano, por meio de armadilhas, que identificam os focos.

“Os pontos em que as armadilhas são colocadas são definidos por meio do reconhecimento geográfico. Anualmente é feito um levantamento do número de imóveis existentes no município e, com base em uma orientação do Ministério da Saúde, que determina as armadilhas a serem colocadas, por meio do número de imóveis”, afirma a gerente de Vigilância Epidemiológica de Pomerode, Vera Lúcia Dümes Límoli Silva.

Para a identificação de possíveis focos do mosquito da dengue, a população também pode contribuir. Caso alguém identifique um ponto na cidade, que pode ser um criadouro, pode fazer a denúncia diretamente à Ouvidoria da Prefeitura. Posteriormente, as denúncias são repassadas às agentes de endemia, que verificam a situação.

A gerente de Vigilância Epidemiológica, no entanto, reforça que uma das principais formas de evitar que o mosquito se reproduza é cuidando de sua própria residência, cada um fazendo a sua parte. “O mosquito se reproduz em água parada, então é importante que as pessoas façam varreduras em suas casas, de forma regular, para evitar a criação de pontos com água parada e, consequentemente, evitar a proliferação do mosquito e da doença”, ressalta.

Outras dicas específicas para evitar a reprodução do mosquito, são:

– Tampe os tonéis e caixas d’água;

– Mantenha as calhas sempre limpas;

– Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;

– Mantenha lixeiras bem tampadas;

– Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;

– Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;

– Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;

– Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.

Notícias relacionadas