Pílula do dia seguinte: utilização apenas como socorro
O início da vida sexual ocorre cada vez mais cedo e, com isso, a possibilidade de engravidar também. Isso, claro, sem a utilização de métodos contraceptivos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a única maneira de evitar tais incidentes é a informação a respeito dos riscos aos quais as mulheres estão expostas e o fornecimento dos contraceptivos.
O início da vida sexual ocorre cada vez mais cedo e, com isso, a possibilidade de engravidar também. Isso, claro, sem a utilização de métodos contraceptivos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a única maneira de evitar tais incidentes é a informação a respeito dos riscos aos quais as mulheres estão expostas e o fornecimento dos contraceptivos.
No entanto, apesar do nível de informação ser amplo, o descuido ainda permanece. E quando a possível gravidez bate à porta, outro método entra em ação: a pílula do dia seguinte.
A pílula pode ser tomada por todas as mulheres, mas vale lembrar que o método funciona com, no máximo, a ingestão do medicamento em até 72 horas após a relação sexual. “Quanto antes se toma a pílula, mais efeito ela terá”, completa o farmacêutico Alan Laemmel.
A utilização da pílula não é considerada abortiva, pois em 72 horas, ainda não há fecundação. “A função da pílula é inibir o coito, sendo assim ela não interrompe uma gravidez”, diz Alan. No entanto, tomar a pílula após essas 72 horas pode ser considerado aborto, pois pode haver uma fecundação.
Analisando a pílula por esse ponto, ela pode parecer ideal e salvadora. No entanto, ela serve apenas para evitar uma gravidez e não inibe nenhum tipo de doença sexualmente transmissível. “A pílula deve ser um socorro e não como recurso anticoncepcional rotineiro, pois ela não protege contra as doenças e também não elimina a utilização de proteção na hora do ato”, ressalta o farmacêutico.
Apesar de a pílula do dia seguinte ser um método de contracepção seguro, o seu uso exagerado pode trazer graves consequências para o organismo das mulheres. A alta dose de hormônios pode, por exemplo, desregular o ciclo menstrual. A pílula também pode causar tontura, enjoo, náusea e inchaço.
Além dos efeitos colaterais, o uso excessivo deste método não faz com que ele perca o efeito, mas o risco de engravidar aumenta. No entanto, o risco de falha também existe. Vale lembrar que o acesso ao item é livre, mas procurar um ginecologista é fundamental para evitar possíveis dores de cabeça.