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O afeto e o carinho em uma amizade diferente

Menina de 10 anos, moradora de Testo Central, conta sobre a sua história de amizade com Pingo e Luna, seus cavalos

5 de dezembro de 2020

Na semana passada, Pomerode conheceu um pouco da história de amizade entre a pequena Carolina Reis de Burgo, de 10 anos, e seu cavalo Pingo, que teve que ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode, após cair em um pequeno córrego que corta a residência da família, em Testo Central.

Mas, por enquanto, deixaremos esse pequeno acidente de percurso de lado e vamos focar nessa amizade pura entre uma criança e um de seus melhores amigos. A Carol sempre teve afinidade com os animais, desde cedo em sua vida, e procura tê-los por perto, quando possui um tempo livre. Com o passar do tempo, a família comprou um cavalo para criar na residência onde mora, na Rua dos Atiradores. O Pingo, hoje, tem uma idade aproximada de 20 anos e durante sua vida, foi um pouco “judiado” por conta do laço, já que era um animal que fazia parte de um grupo de rodeio. 

Carol começou a ajudar a cuidar daquele que seria um dos seus melhores amigos do dia a dia. A família, então, decidiu “dar de presente” o cavalo para a menina e, a partir daí, começou uma história de companheirismo e amor pelo Pingo. Por ser um cavalo muito dócil, da raça Crioulo, cuidar e brincar um pouco com o Pingo se torna uma diversão para a pequena, que divide a sua rotina de aulas on-line, durante o período da manhã, com a vida no campo, durante a tarde. 

 

 

Além do Pingo, Carol também possui a Luna, uma égua com quatro anos de idade. E, durante as tardes, aproveita para ajudar o seu avô, cuidando dos outros animais que fazem parte da criação da família, como por exemplo, na hora de dar mamadeira aos filhotinhos de ovelha. Porém, o carinho por Pingo e Luna é maior e todo o cuidado e afeto aos dois cavalos se tornam nítidos no olhar de felicidade de Carol, quando estão próximos.

A menina comenta que sonha em ser veterinária e, também, falou sobre seu interesse no hipismo, esporte praticado com cavalos.

 

Luna é uma égua que também pertence à menina. (Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode)

“Eu penso em fazer medicina veterinária. Mas, eu gosto muito de cavalgar com o Pingo e também já pensei em ser uma atleta de hipismo. Fiz algumas aulas de equitação e até já fiz alguns saltos com cavalos. O Pingo e a Luna são tudo para mim, eles ficam muito felizes e alegres quando estamos juntos e é muito divertido poder brincar com eles”, comenta a menina.

A mãe de Carol, Karin Lima dos Reis, comenta que a filha sempre teve interesse de estar próxima aos animais e acredita que possa seguir uma carreira na medicina veterinária.

“Acredito que todas as crianças, ou quase todas, já sonharam com essa profissão. O amor pelos animais parece fazer parte das crianças, algo natural. A Carolina ama cavalos. É a grande paixão dela.Não pode ver nenhum animal ferido e chora todas as vezes que percebe que tem algum animalzinho sofrendo. Se um dia ela será veterinária? Não sei. Mas o que eu sei é que ela será uma grande defensora deles”, conta Karin.

 

 

O susto

Na semana passada, como dito no início desta matéria, a Carol e família tiveram um grande susto, quando o cavalo Pingo caiu no córrego que corta a chácara, após se desequilibrar de uma pequena ponte de madeira. Os bombeiros foram acionados para atender a ocorrência, a fim de resgatar o animal, procedimento este que obteve êxito.

“Com uma cinta e um cabo de aço, e um trabalho de muito carinho e cuidado com o nosso animal, conseguimos tirar o nosso querido cavalo sem nenhum ferimento mais grave. A nossa família agradece, de todo o coração, a você, bombeiro Carlos Demuth, por todas as orientações e trabalho prestado”, declarou a família.
Neste dia, a aula de Carol começava um pouco mais tarde do que o habitual e no momento em que o Pingo caiu, ela estava dormindo.

“Eu me assustei, pois minha família me acordou e disseram que o Pingo havia caído no córrego. Acompanhei todo o resgate e o mais legal de tudo, é que quando eu cheguei por perto, ele ficou muito mais calmo e confiante. Mas no fim, deu tudo certo e ele também não se machucou”, finaliza.

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