Reimplante: agilidade no atendimento recupera a mão de paciente
Depois de ter a mão esquerda amputada, paciente foi levado às pressas ao Hospital Santo Antônio, onde realizou o reimplante.
Entre o primeiro atendimento e o procedimento médico a ser feito, foram exatas duas horas, para um paciente de 40 anos, estar no centro cirúrgico do Hospital Santo Antônio e ter sua mão novamente reimplantada. O caso ocorreu no último dia 16 de outubro, quando sofreu uma tentativa de homicídio, na Itoupava Central.
O procedimento durou mais de seis horas, no qual, os cirurgiões especialistas Dr. Filipe Pimont Berndt e Dr. Gustavo Schweigert, com uma equipe formada por anestesista, cirurgião, residentes, enfermeiros e técnicos de enfermagem, trabalharam para reimplantar a mão do paciente.
Segundo Berndt, a cirurgia foi altamente complexa, pois foram recuperadas duas artérias, cinco veias, 24 tendões, três nervos, além dos ossos. “A agilidade de como ocorreu o atendimento até o paciente ser levado ao centro cirúrgico foi imprescindível para a mão ser reimplantada com ótima perfusão”, ressalta o cirurgião.
O paciente relata a importância de saber como proceder nesses casos. “Sempre gostei de ver séries sobre hospitais, e quando ocorreu, eu tive muita cautela, não entrei em desespero. Literalmente, posso dizer que eu salvei meu próprio membro para fazer o reimplante, pois quando todos da minha família estavam desesperados, eu consegui ter discernimento para colocar em uma sacola, e depois, colocar no gelo. É importante que a população saiba como agir caso ocorra com alguém próximo a você”.
Este é o quinto reimplante de mão ao nível de punho que ocorreu no Hospital Santo Antônio. “Um reimplante deste tipo é considerado raro, pois são diversos fatores que levam a ter uma possibilidade de ser bem-sucedido”, complementa Berndt.
O profissional explica como proceder quando um membro é amputado. “Se você testemunhar esse tipo de acidente, em que uma pessoa sofre a amputação de um membro, o primeiro passo é tentar acalmar a vítima. Depois, pegue o membro amputado e enrole em um pano úmido, de preferência, com soro fisiológico, e coloque dentro de um saco plástico. Após esse procedimento, deve-se colocar em um recipiente (isopor ou caixa térmica) com gelo. É importante ressaltar que não se deve deixar o membro em contato direto com o gelo, pois caso isso ocorra, poderá haver queimadura térmica, ocasionando a impossibilidade de reimplante”, finaliza.
Com informações: Hospital Santo Antônio
