Médico afirma que camisinha não protege 100% contra o HPV
O tema vacinação contra o HPV continua dando o que falar desde a publicação do texto do médico Rodrigo Lima, na última terça. Lima faz parte de um grupo de médicos que se opõem à imunização. Depois disso, sociedades médicas, como as de pediatria e de imunização, têm se manifestado no sentido de reforçar a importância e a segurança da vacina, que será ofertada a partir de março nas escolas.
O tema vacinação contra o HPV continua dando o que falar desde a publicação do texto do médico Rodrigo Lima, na última terça. Lima faz parte de um grupo de médicos que se opõem à imunização. Depois disso, sociedades médicas, como as de pediatria e de imunização, têm se manifestado no sentido de reforçar a importância e a segurança da vacina, que será ofertada a partir de março nas escolas.
A Campanha de Vacinação contra HPV para as adolescentes começará em março, pois entende-se que a prevenção do câncer de colo do útero deve ser feita primariamente contra a infecção dos vírus causadores de 70% dos casos desse câncer (HPV 16-18), associada à realização do preventivo ginecológico (Papanicolau).
Infelizmente no Brasil, o método preventivo do câncer de colo do útero, isoladamente, não tem se mostrado efetivo para evitar que cerca de 9.000 mulheres morram por ano de câncer de colo do útero, o que equivale a 20 mortes por dia de brasileiras, sendo a maioria de mulheres pobres.
A baixa efetividade do exame se deve à qualidade e cobertura insuficientes do exame, podendo apresentar altas taxas de falha em detectar as células malignas, inclusive de um tipo de câncer do colo que se localiza mais profundamente (Adenocarcinoma). A taxa de mortalidade por câncer de colo do útero no Brasil continua alta e quase inalterada nos últimos 26 anos.
Essa campanha beneficiará, principalmente, as adolescentes que não poderiam pagar por essa vacina, e que provavelmente também não teriam acesso fácil para realizar o preventivo durante a sua vida. O uso da camisinha deve ser incentivado, mas infelizmente, na prática, não é usada pela maioria dos jovens ou adultos. Além disso, o uso da camisinha não protege 100% contra a infecção para Herpes e HPV.
A segurança da vacina contra HPV foi monitorada durante as pesquisas prévias ao lançamento e também após o mesmo, não sendo determinada como causa e efeito, os casos de pacientes que tomaram a vacina e apresentaram problemas graves de saúde. A conclusão é que foi uma associação temporal.
Embora a recomendação enfatize iniciar a vacinação antes do início da atividade sexual, entre nove e 13 anos, para se obter a eficácia máxima da vacina, a prescrição da vacina contra HPV para as mulheres que já iniciaram a atividade sexual deve ser feita, porque a mulher pode não estar infectada pelo(s) tipos virais contidos na vacina. A indicação da vacinação para as mulheres maduras (com mais de 26 anos) deve ser avaliada na consulta médica, porque muitas mulheres podem se beneficiar da vacinação, até mesmo após já ter tido infecção por HPV.
O objetivo maior da vacinação é a prevenção do câncer de colo uterino, mas sabe-se que a vacina contra HPV também é eficaz na prevenção de outros tipos de cânceres genitais da mulher.