Apoio incondicional na luta
Marli Replin fala sobre a importância da rede de apoio fornecida pela RFCC, para quem luta contra o câncer.
A caminhada de quem está lutando contra o câncer nunca é fácil. Quando a “ficha cai” e a situação é compreendida, em meio às dificuldades do tratamento, é fundamental que exista uma rede de apoio para auxiliar a pessoa que está nesta luta a seguir firme nesta caminhada, em busca da cura.
Marli Replin, de 58 anos, é uma destas guerreiras, que enfrentou o câncer de mama e vem vencendo esta batalha. A doença foi descoberta no ano de 2018 e, desde então, ela vem lutando, dia após dia, em busca da saúde.
“Um dia, por meio do autoexame, com o toque, senti algo diferente, que poderia ser um nódulo. Logo procurei o posto de saúde, para me consultar com um médico, e ele me solicitou uma mamografia”, conta Marli.
Neste exame, não foi detectada nenhuma alteração, então, o médico pediu um novo exame. E neste novo procedimento, foi constatado que ela tinha três nódulos no seio esquerdo. Marli se consultou com um médico particular, que a encaminhou para um outro especialista em Blumenau, com quem passou a fazer o tratamento e acompanhamento. Ali, iniciou a sua luta rumo à cura.

Marli já passou pela fase mais difícil da batalha (Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)
“Quando recebi a notícia, primeiro chorei muito, uma tarde inteira. Eu logo pensei na perda de cabelo, pois não queria ficar careca. Mas depois eu não me abalei mais, porque encontrei apoio e sabia que eu não era a única a passar por aquela situação. E também, depois da fase da quimioterapia o meu cabelo cresceu rápido”, afirma Marli.
A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode passou a fazer parte da história de Marli após a retirada de seu seio esquerdo. Ela procurou a entidade em busca de uma prótese, das que são confeccionadas pelo setor de artesanato e logo recebeu a sua, o que também contribuiu para a sua autoestima.
“E lá eu encontrei o apoio que também precisava. Passei a receber visitas das voluntárias, principalmente da dona Magrit Krueger. Quando fui à Rede Feminina, fui muito bem recebida pela dona Marineuza Henschel e recebi muito carinho e acompanhamento da psicóloga, dona Ilse Calen.
“E lá eu encontrei o apoio que também precisava. Passei a receber visitas das voluntárias, principalmente da dona Magrit Krueger. Quando fui à Rede Feminina, fui muito bem recebida pela dona Marineuza Henschel e recebi muito carinho e acompanhamento da psicóloga, dona Ilse Calen. As voluntárias me deram muita força, ajudaram muito”, destaca.
Para Marli, receber o apoio da Rede Feminina foi fundamental para sua “volta por cima”. Segundo ela, as voluntárias explicaram muito sobre o momento, em como havia outras pessoas na mesma situação, que Marli não estaria sozinha, para que não ficasse triste, com a autoestima baixa.
Ela também recebeu os “mimos” feitos pela Rede, a fim de ajudar na recuperação da confiança das mulheres que passam por essa situação. Além da prótese, Marli usou uma das perucas, para um evento familiar e, também, usava muito lenços e toucas, fornecidos pela Rede Feminina, de forma gratuita.

Agora, Marli tem a tranquilidade para se dedicar aos passatempos, como o bordado, por exemplo (Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)
“Foi muito bom ter o apoio da Rede Feminina. Dona Magrit mandava mensagens quase todos os dias, a dona Ilse ajudou muito a entender e aceitar o que estava acontecendo, para ter forças para lutar, até porque, com o tempo, a ficha cai e a situação pesa. As três, Magrit, Marineuza e Ilse ficaram sempre ao meu lado, firmes, caminhando junto comigo. Eu gostei muito da ajuda, das visitas, e todas as voluntárias que fazem parte deste trabalho estão de parabéns”, declara.
Marli finaliza afirmando que houve momentos de fraqueza, devido aos efeitos colaterais da doença e do próprio tratamento, mas ela garante que nunca perdeu a esperança e, agora, colhe os frutos de sua fé. Marli está na fase do acompanhamento médico, com consultas a cada seis meses e comemora a saúde, agradecendo ao apoio da Rede. “É maravilhoso o trabalho”, finaliza.
