Legado na PMSC
Mãe do Tenente Coronel Jefferson Schmidt foi a última costureira da Polícia Militar
Uma profissão de respeito, que hoje ficou na lembrança de quem passou pela Polícia Militar de Santa Catarina. As costureiras, há anos, faziam parte da rotina da PMSC, confeccionando as fardas usadas pelos policiais. E uma destas profissionais tem uma história mais do que especial.
A dona Gelsa Terezinha Schmidt foi costureira da PMSC por 26 anos, permanecendo de 1990 a 2016 na corporação, participando da confecção das fardas dos policiais. Há quatro anos, ela se aposentou, sendo a última costureira a deixar a corporação, uma vez que, hoje, o serviço é terceirizado.
“Eu era costureira, era a minha profissão, e eu gostava muito do que fazia, por isso, fiz o concurso e entrei para a PMSC. Lembro que éramos em 11 costureiras e 11 tarefeiras trabalhando juntas”, conta a aposentada.
Graças ao seu trabalho e sua relação com a PMSC, o filho, Jefferson Schmidt, também ingressou na carreira militar, onde hoje, é Tenente Coronel. “Admito que a minha reação foi de surpresa quando ele manifestou esse desejo, mas fico muito feliz e orgulhosa dele”, afirma dona Gelsa.
Após quase 30 anos de serviço para a PMSC, dona Gelsa optou pela aposentadoria, mas admite que sente falta dos bons momentos vividos enquanto era costureira da PMSC. “Agora eu não sinto falta do trabalho, afinal estou com 73 anos e o cansaço bate. Mas sinto falta, sim, dos momentos com todos que fizeram parte daqueles dias, minhas amigas e amigos”, pondera.
Dona Gelsa, a últimas das costureiras da PM, cita, ainda, um dos momentos mais marcantes em sua trajetória. “Quando fui homenageada na Cavalaria por serviços prestados. Meus últimos nove anos na PM foram na Cavalaria, em Barreiros, então, foi muito especial”, finaliza.
