O talento reproduzido em madeira
Escultor usa tempo livre para construir artigos em madeira, para ser usados em casa
Ter o dom é uma virtude que, quando bem explorada, impressiona aqueles que estão ao seu redor. Valdir Teixeira, morador da região do Vale do Selke, encontrou na escultura em madeira, pintura e outras formas de arte, um hobby que começou desde pequeno e que hoje está espalhada por toda a sua residência, ao exemplo da área de festa, construída pelo escultor, com quase toda sua estrutura e também o interior, de madeira.
Tudo começou quando Teixeira acompanhava o seu pai, Gentil Teixeira, que trabalhava como pedreiro e também carpinteiro. Aos poucos, foi aprendendo e começou a colocar em prática quando possuía um tempo livre em sua agenda, já que, por 33 anos se dedicou como funcionário público da Prefeitura de Blumenau, atuando no departamento de agricultura.
Hoje, aos 64, Teixeira já é aposentado e passou a se dedicar com mais profundidade na arte em madeira, pinturas e decoração em geral. Além da área de festas, com muitos detalhes que chamam a atenção de quem passa pela casa, tudo que o escultor faz, está presente por toda moradia, nos lustres, nas cadeiras, bancos, utensílios e quadros com pinturas. Inclusive, foi ele mesmo que fez o seu próprio torno de madeira.
Todo serviço é feito dentro de casa, em sua oficina, que fica nos fundos da residência. É por lá que Teixeira encontrou uma forma de passar o seu tempo e não ficar ocioso. Além da inspiração em seu pai, como dito anteriormente, o escultor nunca fez cursos de arte em madeira, pintura ou algo semelhante. Ele sempre buscou aprender sozinho e agora, também utiliza a internet para pegar referências em suas obras, seja reproduzidas nas madeiras reaproveitadas, nos quadros ou nos itens decorativos da casa.
“Quando eu me aposentei, pensei o seguinte: agora, preciso comprar umas ‘maquininhas’, umas ferramentas, para ocupar meu tempo. Ficar parado não é meu forte, não consigo me acomodar. Eu acredito que a gente sempre pode estar fazendo alguma coisa”, comenta.

(Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode)
Teixeira ressalta que o trabalho feito artesanalmente por ele mesmo, não é feito pensando em lucro financeiro.
“Tudo que eu faço aqui ou fiz durante todos esses anos, faço por gostar e não penso em retorno financeiro, não faço para comercializar. Gosto de fazer para minha família, presentear um amigo. O meu retorno não é em dinheiro, é em saúde, eu me sinto muito bem fazendo isso. É praticamente uma terapia”, relata.
Agora, Teixeira está prestes a ganhar uma nova netinha e é claro que ele teve mais uma motivação para inventar algo. Ele também já confeccionou algumas roupinhas de crochê para a Laura, que deve nascer no mês de outubro.


(Fotos: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode)
