Uma família formada pelo destino
Adoção foi uma linda surpresa na família Woide, que hoje é completa com os quatro filhos
Nesta semana, em 25 de maio, foi comemorado o Dia Nacional da Adoção no Brasil, celebrando este ato de amor. Em Pomerode, diversas famílias que já passaram pelo processo da adoção comemoraram a data e uma delas foi a família Woide. A filha mais velha, Isabele Beatriz Woide, de 21 anos, foi adotada pelo casal Luciane Marli Weber Woide e Sigmar Albin Woide quando estes se preparavam para a chegada da segunda filha biológica, enquanto Luciane ainda estava grávida.
A mãe classifica a história de sua família como algo previsto pelo destino. “Conhecemos a Dirlene (Isabele) quando ela tinha cinco anos de idade e sua irmã, Franciele, tinha sete. Elas estavam sendo criadas pelos avós e eu tinha recém feito uma cirurgia na coluna. Por causa desta cirurgia, eu não deveria mais engravidar, para não colocar a cirurgia e minha saúde em risco. Eu, meu marido e a Luciele, minha primeira filha biológica, que tinha três anos na época, conhecemos Dirlene e Franciele em um domingo, na casa dos meus tios, em Presidente Getúlio, e foi amor à primeira vista! Me lembro como se fosse ontem, aquele rostinho meigo, ela ainda pequena, me emociono só de lembrar”, conta Luciane.
A filha, Luciele, brincou muito naquele dia com Dirlene, e Luciane afirma que as duas se entenderam como se já soubessem que seriam irmãs um dia. Segundo a mãe, a avó das duas irmãs explicou, na oportunidade, que era difícil de criar as meninas, pois a situação financeira deles era bem complicada, já que na casa viviam muitas pessoas, além de seus problemas de saúde e a idade mais avançada. A família Woide, então, ajudava sempre que ia à cidade, levando roupas e comida.
Antes da adoção, Luciane conta que decidiu fazer um tratamento para poder engravidar, pois ela e o marido gostariam de ter mais um filho, e conseguiram. Porém, quando ela estava no quinto mês de gestação, veio a surpresa.
“O conselho tutelar da cidade ligou, falando que meus parentes nos indicaram para adoção da Dirlene. Foi um susto, uma surpresa, uma mistura de sentimentos, pois sabiam do nosso carinho por ela. Muitos questionamentos surgiram, como ‘de uma filha para três?’ ‘De um dia para o outro?’ Mas era uma medida cautelar, pelo bem das crianças, e pela idade dela, na época com seis anos, e sua irmã, com oito, o juiz não queria colocar no abrigo. Jamais poderíamos imaginar esse futuro incerto para ela”, revela Luciane.
O casal, então, conversou com a família e todos apoiaram. Logo no dia seguinte, como Sigmar estava trabalhando, Luciane, seu pai, Ilario Weber, e a advogada, foram a Presidente Getúlio para buscar a Dirlene no Conselho Tutelar, e em seguida ao Fórum, com autorização do Juiz, conseguindo a guarda provisória.
“Foi um dia inesquecível, com certeza, ao ver ela chegando em minha direção, insegura, como se nascesse naquele momento, se acalmando no meu colo. Sua irmã foi para o colo de seu pai, pois ambas tinham pais diferentes, porém mantemos contato até hoje. Essa data sempre é comemorada, dia 30 de março! Um dia especial, que emociona, que enche de orgulho, que faz ter a certeza que faríamos tudo de novo”, enaltece.
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A família, a partir de então, passou pela audiência para obter a guarda definitiva e, nela, a promotora do caso sugeriu a alteração do nome da menina, que ajudou os pais a escolher a sua nova identidade: Isabele Beatriz Woide.
“Isabele se adaptou muito bem com todos! A Luciele, na época com quatro anos, nos surpreendeu muito com sua maturidade em dividir todos seus pertences com sua irmã, que acabara de chegar. Eu estava afastada do trabalho por um longo período devido à cirurgia e à gravidez, dando toda atenção para Isabele. Tudo facilitou sua adaptação”, afirma Luciane.
No mês de julho, logo nasceu a Gabriele e, após oito anos, o casal entrou na fila da adoção, para adotar um menino, porém desta vez foram surpreendidos por uma gravidez inesperada, sem tratamentos.
“Já havíamos passado por bons progressos no Fórum, porém acabamos interrompendo por este motivo. Daí veio o nosso pequeno Lucas, hoje com sete anos, que é apaixonado pela Isa! Não vejo nossa família sem ela, somos completos assim”, finaliza Luciane.
