JP Saúde – Dia Mundial da Obesidade
A data tem como objetivo chamar a atenção para a seriedade da doença e para os possíveis caminhos a serem seguidos para o tratamento
A partir deste ano de 2020, o dia 04 de março passa a ser lembrado como o Dia Mundial da Obesidade. A data tem como objetivo chamar a atenção para a seriedade da doença e para os possíveis caminhos a serem seguidos para o tratamento.
De acordo com o clínico geral, Dr. Thiago Fabrício de Mello, a obesidade é uma doença crônica multifatorial, de extrema importância em todo o mundo e no Brasil. Nos últimos três anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Saúde, houve um aumento considerável de casos de sobrepeso e de obesidade.
“O aumento do número de casos se deve, também, devido à identificação de alguns novos indicadores e à entrada das mulheres nestes indicadores. A partir daí tivemos, inclusive, um número até maior de obesidade nas mulheres, se comparado aos homens, que ocupam o primeiro lugar em casos de sobrepeso. As causas da obesidade estão ligadas, principalmente, ao estilo de vida da pessoa, como sedentarismo e alimentação não saudável, à base de produtos industrializados, por exemplo”, explica o clínico geral.
A obesidade pode ser causada, ainda, por alguns fatores externos, que têm relação com doenças paralelas, como colesterol alto, diabetes, hipertensão, alcoolismo e tabagismo, bem como, algum componente genético, que aumenta o risco de obesidade em determinada região.
Para que um caso seja classificado como sendo de obesidade ou sobrepeso, é utilizado, internacionalmente, o Índice de Massa Corporal (IMC), calculado por meio da divisão do peso do paciente pela sua altura ao quadrado (IMC = peso / (altura x altura)). O resultado é utilizado para classificar o paciente como normal, com sobrepeso ou com obesidade.
“Porém, hoje temos mudado os olhares para o IMC, porque, algumas vezes, ele não revela o suficiente. Para termos um diagnóstico mais completo, analisamos também o percentual de gordura corporal do paciente. Isso porque a pessoa pode ter um IMC baixo, indicado que está aparentemente saudável, mas ter um alto percentual de gordura em sua composição corporal, resultando em um percentual baixo de musculatura e, consequentemente, uma composição corporal ruim. Avaliar esta composição é de suma importância, pois nos oferece um diagnóstico mais completo e fidedigno”, enaltece Mello.
O clínico geral destaca que a avaliação da composição corporal tem sido muito utilizada pelos médicos, recentemente, pois proporciona, conforme dito, uma avaliação mais completa, possibilitando uma mudança no tratamento e, por fim, uma melhora nos resultados.
O Dr. Thiago Mello acrescenta que a obesidade é uma doença que precisa ser tratada com seriedade, por meio de um trabalho multisetorial. “A obesidade precisa ser tratada com respeito, como uma doença séria. Não há resultados milagrosos e, apenas por meio do acompanhamento de diversos profissionais, é possível tratá-la. O paciente precisa realizar atividades físicas, tem acompanhamento nutricional, psicológico e médico, por pessoas que entendam que se trata de uma doença crônica, para assim, possibilitar uma melhora na vida deste paciente”, finaliza.
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