Mídias sociais e relacionamento são realidade no mercado
Um levantamento realizado pela rede social profissional Linkedin apontou 10 profissões do futuro, no mercado de trabalho.
Um levantamento realizado pela rede social profissional Linkedin apontou 10 profissões do futuro, no mercado de trabalho. O cargo que ocupa o topo da lista das profissões com tendência a crescimento é o Gerenciador de Mídias Sociais, algo que, para qualquer empresa, seja indústria ou comércio, pode ser de suma importância para o conhecimento da marca.
Esta profissão está diretamente ligada ao marketing e, por isso, ter profissionais capacitados nesta área é fundamental. Junior Gama, vice-presidente do Conselho Estadual de Jovens Empreendores (Cejesc) no Vale do Itajaí, que ministrou treinamentos sobre marketing na Acip, em Pomerode, destaca que há tempos o marketing não é apenas um departamento de criação de peças publicitárias.
“Hoje o marketing precisa entender muito mais as pessoas. Estamos cada vez mais críticos e com mais informações em mãos, isso faz com que as marcas/empresas conversem com o mercado. O tempo de apenas enviar a mensagem já foi. E os profissionais precisam entender isso. Em um exemplo clássico, para poder impulsionar uma publicação em redes sociais, é necessário entender o comportamento social do seu público”, explica.
Hoje o marketing precisa entender muito mais as pessoas. Estamos cada vez mais críticos e com mais informações em mãos, isso faz com que as marcas/empresas conversem com o mercado. O tempo de apenas enviar a mensagem já foi. E os profissionais precisam entender isso.
Para preparar os profissionais para o futuro neste segmento, é necessário entender a linha evolutiva do comportamento geral da sociedade. “Por muito tempo olhou-se para o ganho territorial [grandes navegações e guerras], com o aumento populacional precisamos focar em produção [Revolução industrial] e avançamos tecnologicamente. Agora estamos olhando para as pessoas, para o bem estar, para o ser. E isso muda totalmente o nosso comportamento. É neste ponto que os novos profissionais precisam estar atentos. É necessário entender cada vez mais sobre pessoas e mudanças de comportamento. Conhecimento técnico em software é regra básica para o mercado, o diferencial é o relacionamento verdadeiro com pessoas. Por que isso, por enquanto, as máquinas ainda não conseguem fazer tão bem quanto nós”, ressalta o vice-presidente.
Comunicação é bilateral. Comunicação é conversa. Quando apenas um lado fala é monólogo sem plateia, de acordo com Gama, então, a maior importância da comunicação de uma empresa é realmente a conversa, com escuta ativa. Saber falar, saber ouvir e entender. Isso vale com equipe interna, comunidade, mercado, com todas as pontas da cadeia.
“Mas tem muitas empresas que se trancam em uma sala para construir o seu discurso [storytelling], ai não adianta, cinco executivos em uma sala por cinco horas, não escrevem histórias verdadeiras, eles apenas constroem/inventam histórias que vislumbram dentro das suas salas com wi-fi e ar condicionado. Ninguém permanece em um relacionamento se não tem conversa. E a regra vale para colaboradores, clientes, consumidores e defensores de marcas”, defende Gama.
Mas tem muitas empresas que se trancam em uma sala para construir o seu discurso [storytelling], ai não adianta, cinco executivos em uma sala por cinco horas, não escrevem histórias verdadeiras, eles apenas constroem/inventam histórias que vislumbram dentro das suas salas com wi-fi e ar condicionado. Ninguém permanece em um relacionamento se não tem conversa.
Hoje é muito fácil ter acesso à tecnologia. A grande questão, para o treinador, é como vamos utilizá-la. Tecnologia tem que ser um suporte, ela precisa nos servir. “Vejo muita gente que serve a tecnologia e acaba não conseguindo desfrutar dos seus benefícios. Costumo dizer que precisamos ser cada vez mais humanos, o futuro é muito mais sobre pessoas e o grande papel da tecnologia é nos ajudar. Primeiro pensamos em qual problema queremos resolver, depois pensamos se há necessidade de tecnologia e só então, pensar em qual tecnologia utilizaremos para isso”, ressalta.
As mídias sociais, para Gama, são um caminho sem volta e estamos cada vez mais conectados. Em mídias sociais há interação entre as partes, há conversa.
“Mas não vejo o futuro da profissão mantendo o mesmo nome. Funções serão desmembradas, novos papéis e personagens serão adicionados. Porém, os responsáveis por mídias sociais começam a ter um papel muito mais sociológico de entender comportamentos e tendências do que simplesmente saber fazer artes bonitas e automatizar respostas. Considerando que o conhecimento técnico é um item básico para a contratação, o que se projeta no mercado para o presente e futuro, são pessoas com habilidades mais específicas, como: criatividade, iniciativa, pensamento crítico, colaboração e adaptabilidade”, finaliza.
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