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“A primeira coisa a mudar é a nossa atitude”

Atuando na área bombeiril desde 2008, Carlos Hein, diz que lidar com as emoções das pessoas envolvidas, é algo desafiador.

8 de novembro de 2019

Atuando na área bombeiril desde 2008, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pomerode, Carlos Ricardo Hein, 33 anos, diz que lidar com as emoções das pessoas envolvidas, seja em um acidente, seja em um incêndio, é algo desafiador. Pois são pessoas, com reações diferentes, num momento de perda ou de dor para elas. Segundo ele, o trabalho ainda se torna mais prazeroso, por que divide a “tarefa” com a sua esposa, Débora Cristina Ferreira Hein, que também é bombeira voluntária. “Isso é bom, porque ela entende as demandas da função, além de trazer uma responsabilidade, também, que é a de dar tratamento igual, como bombeira voluntária”.

 

A paixão em ser bombeiro

Eu havia terminado a faculdade de Educação Física, no fim de 2007. No início de 2008, durante um curso, na Acip, vi o material de divulgação do Curso de Formação de Bombeiros Voluntários, quando despertou meu interesse, pois até então, não havia tido nenhum contato com a área bombeiril. Realizei o curso e finalizei minha formação inicial, no fim de 2008.

 

O comando

Após ingressar no quadro dos Bombeiros Voluntários e por ter formação na área de Educação Física, fui direcionado para assumir funções no Projeto Bombeiros Mirins e Aspirantes. Logo depois, veio o convite para ingressar na equipe de comando, do então comandante Vilmar Volkmann, e do sub comandante, Ricardo Akira Shoji. Ali, ocupei diferentes funções, até assumir como sub comandante, na gestão de Mauro da Silva, quando fiz minha primeira passagem pelo setor administrativo. Em 2016, com saída do comandante Mauro, assumi o seu lugar, cargo que ocupo há pouco mais de três anos.

 

Um momento inesquecível

Foi este ano, numa celebração de Bodas de Prata de um casal de amigos. Durante a festa, um dos convidados teve uma parada cardíaca e eu, junto com a minha esposa, nos prontificamos a ajudar. Fiz a avaliação, mesmo de maneira limitada, e iniciei a reanimação cardiopulmonar, enquanto minha esposa ligou para os bombeiros, que logo chegaram ao local, para iniciar a ventilação com pressão positiva. Enquanto fazíamos os procedimentos de massagem e desfibrilação, outro convidado teve um desmaio, no salão de festas. Nisso, a equipe teve que se dividir. Com a chegada do Samu, o paciente recebeu medicação e uma nova desfibrilação, o que fez com que seus batimentos cardíacos voltassem. Parte da equipe dos bombeiros conduziu o senhor que teve um mal súbito, e a equipe do Samu, acompanhada por mim e pela bombeira Dorita, conduziu a vítima da parada cardíaca, que chegou no hospital respirando espontaneamente e com batimentos cardíacos. Ela foi encaminhada para avaliação cardiológica, sendo necessário um procedimento cirúrgico, o qual, foi realizado com sucesso.

 

A importância de servir ao próximo

Não podemos esperar sentados no sofá, que a nossa rua seja limpa pela Prefeitura, que o estado nos forneça segurança. Temos que ter ciência de que se queremos mudar alguma coisa nesses País, a primeira coisa a mudar é a nossa atitude. Devemos fazer a diferença em nossa comunidade.

 

Um time

Grêmio.

 

Uma alegria

Minha família.

 

Uma frustração

Talvez, não ter feito Jornalismo.

 

Uma frase

“Juntos somos mais fortes” (Bernardinho).

 

Um livro

Fortaleza Digital, de Dan Brown.

 

Sua comida preferida

Churrasco, pizza, feijoada e macarrão.

 

Defina a corporação de Pomerode em uma palavra

Superação.

 

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