Uma expedição sem limites
Casal alemão está viajado ao redor do mundo com uma moto adaptada, já que a esposa possui dificuldades de locomoção
Limite. Um dos sinônimos para essa palavra, no dicionário, é a incapacidade de realizar determinada tarefa. Mas, para um casal, esse significado é riscado da vida deles. Heike Schmidt e Toshi Meier-Brook saíram da cidade de Nuremberg, localizada na região sul da Alemanha, e estão, desde julho de 2018, fora da Europa, realizando uma expedição pelo mundo todo, com uma motocicleta adaptada, já que Heike possui uma deficiência que impede a locomoção da mesma, sendo dependente do marido, para realizar as tarefas diárias.
Tudo começou quando resolveram fechar uma clínica de psicologia e arriscar a vida mundo a fora. Em primeiro momento, colocaram a moto em um avião e despacharam para Nova Iorque, o ponto de partida da grande viagem que estava a vir pela frente. Desde lá, passearam por quase todo solo norte-americano e, depois, resolveram seguir o rumo para o sul, onde passaram por países da América Central, atravessaram o continente e chegaram até a América do Sul, onde visitaram o Equador, Colômbia, Peru, Chile e Argentina. No Brasil, só tinham o desejo de visitar, apenas, os três estados da região Sul.
Dito e feito. Os dois conheceram cidades turísticas que são referências no Paraná, Rio Grande do Sul e, é claro, na nossa Santa Catarina. E, um desses destinos escolhidos pelos dois alemães, foi Pomerode. Os dois ficaram por poucos dias, na cidade e conheceram os principais pontos turísticos do município. Eles explicam que o município lembra, e muito, as cidades da Alemanha.
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Casal deixou a Europa, em 2018, para viajar pelo mundo. (Foto: Arquivo pessoal)
“Resolvemos vir a Pomerode pois ouvimos falar de que a cidade era uma colônia da Alemanha, no Brasil, e isso nos interessou bastante, pois queríamos visitar uma parte do País onde a maioria do povo pudesse falar o idioma, já que não temos o domínio do português. E Pomerode é realmente um lugar ‘alemão’ e a cultura está evidenciada nos nomes de hotéis, lojas, restaurantes e ruas, além, é claro, no estilo de construção enxaimel, que faz jus ao apelido de ‘a cidade mais alemã do Brasil’”, conta Brook.
Sven Surkemper encontrou o casal no Hostel e bateu um papo rápido com Brook e Heike, que estavam com um pouco de dificuldade para falar o português.
“Eles me disseram que Pomerode possuía um diferencial, pois é mais fácil de encontrar alguém que fala o idioma alemão, na cidade. Isso facilitou muito a vida deles, por aqui, já que haviam encontrado dificuldade para se comunicar em outras cidades aqui do Brasil”, comenta.
Heike comenta sobre as dificuldades encontradas durante algumas viagens, em relação à adaptação.
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A motocicleta adaptada é a fiel companheira dos alemães. (Foto: Sven Surkemper)
“Sou dependente de assistência, preciso de ajuda para tudo. Então, pensamos muito, fizemos planos e chegamos ao ponto: sim, queremos fazer a viagem! Encontrar banheiros e acomodações acessíveis, em todos os países que visitamos, era muito difícil. Nesta expedição, também pegamos algumas estradas ruins, principalmente, na América Central e algumas na América do Sul.”, relata.
Agora, depois de quase 46 mil quilômetros rodados, o casal pretende ir até a Argentina. De Buenos Aires, pretendem despachar a motocicleta adaptada para a Africa do Sul, onde irão realizar passeios pelo continente africano e, depois, pretendem retornar para a Alemanha.
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