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Tradição que virou um modo de viver

Um modo de vida muito característico de Pomerode e que ainda é preservado no município: o trabalho na zona rural da cidade. E, neste 25 de maio, sábado, é celebrado o Dia do Trabalhador Rural. Portanto, nada mais justo que contar a história de quem atua no ramo e vive com este estilo de vida

27 de maio de 2019

Um modo de vida muito característico de Pomerode e que ainda é preservado no município: o trabalho na zona rural da cidade. E, neste 25 de maio, sábado, é celebrado o Dia do Trabalhador Rural. Portanto, nada mais justo que contar a história de quem atua no ramo e vive com este estilo de vida.

No Centro, mais precisamente na Rua Lottar Voitglander, uma humilde residência se transformou em uma granja de pequeno porte, devido ao trabalho e muita luta de quem sempre se dedicou e ainda se dedica às questões da agricultura.

Falamos do senhor Wilfrido Voigt, 72 anos, que juntamente com o seu filho, Mário Voigt, 38, possuem a Ovos Voigt, que atende demandas na cidade, principalmente restaurantes, grandes empresas e comunidade local, que sempre confiou na qualidade e, também, no serviço realizado ao passar dos anos.

Tudo começou há 40 anos, quando resolveram criar galinhas para, depois, vender os ovos para a vizinhança. No início, a família possuía apenas 10 aves para a criação e a demanda dos ovos era destinada apenas a famílias residentes do bairro. Seu Voigt trabalhava diariamente na Porcelana Schimidt, e após o expediente, que encerrava às 17h, voltava para casa para iniciar mais uma jornada, que era entregar os ovos aos clientes.

 E, para que o estabelecimento familiar começasse a tomar proporções maiores, a família decidiu deixar o preço dos ovos abaixo do que os mercados ofereciam na época, conquistando, assim, mais clientes, aumentando as vendas. Com o preço mais popular, a mãe, Anita Voigt, depositou confiança no negócio e conforme os anos foram se passando, a propriedade começou a ganhar novos espaços para a criação das galinhas. 

Mas, em 2006, tudo começou a mudar. Conforme as leis foram ficando mais rígidas, a partir deste ano, a família resolveu se profissionalizar no ramo granjeiro. Nesta época, o local possuía cerca de 400 galinhas e, com a necessidade de ampliar o espaço por causa da alta demanda e, também, dos equipamentos necessários, exigidos pelo Ministério da Agricultura e pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), começaram obras para a construção de novos viveiros. Hoje, a família cria cerca de duas mil galinhas e, mesmo atendendo todos os requisitos dos órgãos reguladores, a essência do trabalho em família, nunca se perdeu.

“É diferente trabalhar com as pessoas que você conhece e convive diariamente. Isso acaba se tornando melhor e nós temos confiança no trabalho de ambos. Nossa família sempre foi ligada com a agricultura e nós gostamos do que fazemos e acredito que é por isso que dá certo”, comenta o filho.

Mesmo com uma demanda maior, nos dias de hoje, quem está à frente do negócio são apenas o pai e o filho. Ambos tratam as galinhas, retiram os ovos e realizam a entrega. Seu Voigt ainda pratica a mesma função de quando começou a vender os ovos, afinal, é ele que faz a grande maioria das entregas aos clientes.

“Eu gosto de trabalhar. É uma forma da gente não ficar parado. É legal quando você vai até o cliente e ele já te conhece de anos, isso acaba criando uma confiança muito grande entre o vendedor e comprador e foi assim que nosso negócio cresceu e ficou mais popular”, relata.

 

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