Abandono que persiste, enquanto espera-se uma solução
Há anos, a população aguarda reparos nos trechos pomerodenses, mas muitas vezes o que recebem, em troca, é o descaso. Então, em novembro de 2017, uma novidade trouxe esperança aos munícipes: a decisão da Prefeitura de tentar obter a municipalização de alguns trechos da SC-110 e da SC-421
Quem trafega diariamente pelas rodovias estaduais que ligam Pomerode aos municípios vizinhos de Blumenau e Jaraguá do Sul, sabe das condições das vias e das muitas melhorias que poderiam ser feitas para aumentar a segurança de quem passa pelo local, seja qual for seu meio de transporte.
Há anos, a população aguarda reparos nos trechos pomerodenses, mas muitas vezes o que recebem, em troca, é o descaso. Então, em novembro de 2017, uma novidade trouxe esperança aos munícipes: a decisão da Prefeitura de tentar obter a municipalização de alguns trechos da SC-110 e da SC-421.
Na época, foi sinalizado que o primeiro trecho pretendido, na SC-110, em Testo Rega, será até a rua Rodolfo Utech, antes do início da Serra. O outro, na SC-421, vai da Curva do Tiedt em diante, sentido Pomerode. Em Testo Central, também há um trecho solicitado, mas que será verificado se é compatível com as exigências para ser municipalizada.
Para isso, a prefeitura deveria encaminhar a documentação sinalizando a intenção e comprovando que o trecho em questão contém, pelo menos, quatro dos seguintes itens: calçadas, iluminação pública, no mínimo, quatro acessos com distância máxima de 150 metros entre eles, drenagem de águas pluviais, meio-fio, sinalização urbana e, no mínimo, dez instalações comerciais. Além disso, os prefeitos também precisam identificar a localização da rodovia, os principais pontos de referência, extensão, as leis municipais e um mapa atualizado do perímetro urbano, para que a concessão da responsabilidade seja efetivada.
Porém, desde então, não houve novidades sobre esta solicitação. O prefeito de Pomerode, Ércio Kriek, afirmou que diversos ofícios foram enviados ao Deinfra relacionados à questão, mas ainda não receberam um posicionamento com uma aceitação ou negativa ao pedido e que existem conversas com o Governo do Estado, como um todo, relacionadas à possível municipalização de trechos.
“Como já dissemos, temos a intenção de assumir estes dois trechos, principalmente, devido à urbanização, que cresceu no local, e sentimos a necessidade de melhorar as condições nestes trechos, para tentar reduzir o número de acidentes. Porém, ainda estamos aguardando resposta para diversos ofícios já enviados ao Deinfra, sobre a questão destes trechos, tanto a respeito da municipalização quanto sobre a revitalização da via”, argumenta Kriek.
Quando a prefeitura manifestou o interesse em ficar responsável pela manutenção da via, o motivo foi, principalmente, a proximidade, uma vez que conseguiria resolver tudo com mais rapidez, sabendo das necessidades. Para a manutenção destes trechos que poderiam ser municipalizados, a prefeitura esperava receber os recursos do Fundo de Apoio aos Municípios, o Fundam, também garantidos pelo Governo do Estado.
Ter os recursos para a execução dos reparos e melhoria necessários foi uma preocupação manifestada pelo prefeito. “Porém, antes de assumirmos, queremos ter uma garantia por parte do Governo do Estado que receberemos uma contrapartida financeira, para ajudar no custeio destas obras, que são necessárias. Eu defendo que deve haver uma garantia, por parte do Governo do Estado, de que os recursos destinados à manutenção destas rodovias venham para os municípios, nem que tenhamos que completar o valor. Acredito que temos que nos unir, todos os prefeitos, porque precisamos deste auxílio financeiro destinado a este fim, para que não seja só uma responsabilidade jogada aos municípios”, destaca.
Revitalização, um sonho distante
Como citado por Kriek, Pomerode ainda espera por uma revitalização do trecho da SC-110 que passa pelo município. Na época do anúncio da intenção de assumir a responsabilidade pelo trecho, junto à SC-421, havia negociações com o então governador do Estado, Raimundo Colombo, desde o final do ano de 2016, para conseguir a revitalização de todo o trecho pomerodense da SC-110. Revitalização que foi garantida por Colombo na cerimônia de inauguração da mesma obra, no trecho de Jaraguá do Sul.
Porém, esta revitalização não aconteceu e a rodovia estadual segue sendo deteriorada a cada dia, pelo tempo e pelo grande tráfego que recebe, principalmente de caminhões, já que nossa cidade é rota para cidades portuárias.
De acordo com a superintendência estadual do Deinfra, existe um projeto de revitalização executivo, que trata sobre o trecho entre as ruas Rega II, em Testo Rega, e Otto Mohr, no Alto da Serra. Porém, o projeto nunca chegou a ser executado. O gerente de Estudos e Projetos, Juliano Pereira Pacheco, também admitiu que não podem determinar uma previsão para que ele seja colocado em prática.
Enquanto isso, a estrada segue repleta de buracos, desníveis, e mato começando a invadir a pista, principalmente no Alto da Serra, que, inclusive, registra vários acidentes por ano.
Acidentes são frequentes
Ambos os trechos, se compararmos com o restante da cidade, são dois locais que, frequentemente registram acidentes de trânsito. Nos pontos que a prefeitura tem a intenção de assumir a responsabilidade da manutenção, em 2019, foram oito acidentes, só nestes trechos, sem contar outros pontos desta rodovia.
Na Serra, muitos moradores, quando acontecem acidentes, manifestam a preocupação com a possibilidade de ocorrerem fatos mais graves, que resultem na perda de vidas.
Neste ano, na SC-421, entrada do Ribeirão Luebtke, o pedido dos moradores fez com que reuniões com o Deinfra fossem realizadas, a fim de iniciar as tratativas para a colocação de uma rotatória no local, outro projeto aguardado pela comunidade.
Outro ponto que já registrou vários acidentes, inclusive fatais, é próximo à Curva do Tiedt. Lá, foi pedida a municipalização deste local, pois também é ponto de muitos acidentes, principalmente, em dias de chuva com baixa visibilidade. Lá, a ideia é que seja feito um alargamento da pista para que o motorista se sinta mais seguro na hora de realizar a curva. Tudo isso, é claro, acompanhado de sinalizações visíveis ao condutor.