Síndrome de Down: pequena pomerodense mostra que inclusão é possível
E, para conhecer um pouco da rotina de quem sofre com isso, vamos contar a história de Karina Vitória dos Santos Harbs, de sete anos, que frequenta a EBM Olavo Bilac desde os quatro anos de idade, sendo inserida na sociedade, desde cedo
No último 21 de março, comemoramos o Dia Internacional da Síndrome de Down. O número 21 faz parte da vida de quem possui a deficiência, afinal, é no par de cromossomos 21 que há a trissomia, a anomalia genética que causa a Síndrome de Down.
E, para conhecer um pouco da rotina de quem sofre com isso, vamos contar a história de Karina Vitória dos Santos Harbs, de sete anos, que frequenta a EBM Olavo Bilac desde os quatro anos de idade, sendo inserida na sociedade, desde cedo.
Os pais, Alessandra dos Santos Bento e Ivan Harbs, tiveram conhecimento de que a filha tinha Síndrome de Down, alguns dias após o nascimento, devido às características que um portador da síndrome possui, como por exemplo, dedos menores, olhos amendoados e nariz achatado.
Quando receberam a notícia, a mãe e o pai tiveram noção do desafio que tinham pela frente em inserir a filha na sociedade. “No começo, eu tive muito medo de que ela sofresse algum preconceito, fosse excluída das brincadeiras na escola, praticassem bullying com ela. Em um futuro mais distante, também penso muito nas oportunidades de emprego e se as mesmas podem ser acessíveis a ela”, relata a mãe.
Mas essa integração com a sociedade, podemos dizer, começou com o pé direito. Desde os quatro anos de idade, Karina integra e escola Olavo Bilac, em Testo Central. E a mãe teve respostas positivas em relação ao contato da filha com os outros colegas de turma, na escola. Alessandra relata que os “amiguinhos” ajudam a pequena a realizar algumas tarefas, brincam e esperam, ansiosamente, pela chegada da garota.
“Eu fiquei bem surpresa com essa receptividade das crianças com a Karina, acho que não poderia ser melhor. Ela ama ir para escola, visitar os ‘amiguinhos’, brincar com eles. E ela também gosta bastante de estudar, é uma menina muito sagaz, está sempre buscando uma explicação”, comenta Alessandra.
Ainda de acordo com a mãe de Karina, mesmo com um pequeno atraso mental, em função da Síndrome de Down, a menina consegue absorver as informações com muita facilidade.
“Ela ainda não sabe ler e nem escrever. Mas, ela reconhece os objetos com facilidade, tem uma boa memória e consegue falar também. O mais legal de tudo é que ela adora aprender coisas novas, está sempre focada na sala de aula e ama participar de todas as atividades educativas da escola”, afirma.
No Olavo Bilac, uma vez por semana, Karina tem o acompanhamento de professores de Educação Especial. Ela também frequenta a Apae de Pomerode, dando uma orientação mais especializada, principalmente, na parte de coordenação motora e integração com a sociedade.
Sobre a Síndrome de Down
Crianças com a Síndrome de Down têm deficiências intelectuais e algumas características físicas específicas. Elas têm olhos amendoados, devido às pregas nas pálpebras e, em geral, são menores em tamanho. As mãos apresentam uma única prega na palma, em vez de duas. Os membros são mais curtos, o tônus muscular é mais fraco e a língua é maior do que o normal.
Problemas de saúde e de aprendizado podem ocorrer, mas estes variam de criança para criança. Cada portador da síndrome é único, os sintomas e sinais podem ser de moderados a severos.
Cerca de um a cada 800 bebês nascem com a Down. Na maioria dos casos, a síndrome acontece por acaso, é um acidente genético, portanto é difícil prevenir o problema. Não há culpados e não há nada que se possa fazer, antes ou durante a gravidez, que possa causar ou prevenir a Síndrome de Down.