Primeiro passo para um futuro promissor
Depois de três meses na capital argentina, Buenos Aires, a intercambista Eduarda Ludwig retornou ao Brasil na tarde de 12 de dezembro. No período em que esteve no país vizinho, Eduarda cursou o pré-grado, a etapa classificatória para o curso de Medicina na Argentina
Depois de três meses na capital argentina, Buenos Aires, a intercambista Eduarda Ludwig retornou ao Brasil na tarde de 12 de dezembro. No período em que esteve no país vizinho, Eduarda cursou o pré-grado, a etapa classificatória para o curso de Medicina na Argentina, que é um de seus sonhos. A ideia foi, segundo a própria estudante, conciliar o seu intercâmbio com os estudos.
Duda, como é chamada pelos amigos e família, se inscreveu no programa de intercâmbios New Generation Service Exchange (NGSE), que promove experiências de curta duração, com o objetivo de fazer o participante conhecer mais a língua e a cultura do país estrangeiro escolhido.
“Os meus estudos foram bem intensos nesse período. Eu tinha matérias de anatomia, química, biologia, antropologia, epistemologia e Atenção Primária à Saúde (APS). Uma diferença daqui para lá é que, na Argentina, precisamos comprar os livros para estudar e eu ainda procurava vídeos sobre os assuntos no YouTube, sempre em espanhol, para treinar”, explica a estudante.
Uma das principais dificuldades relatadas por ela foi quanto ao idioma, porque, de acordo com Eduarda, as maneiras de falar são diferentes entre pessoas de distintos países. “O mais difícil para mim foi o espanhol, pois tem diferença entre o idioma dos argentinos e dos colombianos, com quem eu tinha muito contato. Outra dificuldade que senti foi quanto aos horários, já que lá eles têm rotinas diferentes para as refeições e para as aulas, por isso, foi difícil”, explica.
O que facilitou para Eduarda foi o contato frequente com seus amigos argentinos, colombianos e, também, brasileiros, pois combinavam de estudarem juntos na casa de alguém, ajudando a esclarecer suas dúvidas e de outros, sempre falando em espanhol.
“Minha experiência foi maravilhosa, fui muito bem acolhida, fiz muitas amizades, principalmente, com colombianos. Tivemos muita troca cultural, comentando sobre o que fazíamos em nossa terra. Assim começou a ficar cada vez mais fácil”, ressalta a estudante.
E falando em estudos, Eduarda ainda aguarda para ter a confirmação se poderá já iniciar o curso superior em Medicina no ano que vem. No final de seu período de três meses, ela fez cinco provas para poder ingressar no curso. A primeira delas era parcial, incluindo parte do conteúdo de anatomia, química, biologia e antropologia. A segunda prova abordava os assuntos trabalhados em epistemologia e APS; a seguinte era de espanhol (oral e escrita) e a prova final, com o conteúdo completo das matérias que foram abordadas na primeira prova.
As provas parcial e final tinham 100 questões cada e o estudante precisava conseguir, no mínimo uma nota 4,0 (cerca de 60 a 66 questões acertadas). Na prova parcial, Duda alcançou um 8,0, mas ainda espera pela nota da prova final. Já no teste de espanhol, alcançou a nota 10, fruto do esforço em aprender o máximo possível no novo idioma.
Eduarda aguarda por duas notas nas provas, ainda, e recebendo a confirmação, começará a planejar a volta para a Argentina. “A ideia é voltar de carro para Buenos Aires. Estou em busca de apartamento para morar lá e devo voltar entre fevereiro e março do ano que vem, para iniciar a graduação”, afirma.
O curso de Medicina na Argentina tem a duração de sete anos e, como já teve algumas matérias durante o pré-grado, restam apenas seis para que ela conclua a formação. Depois disso, ela garante que tentará validar o diploma aqui no Brasil.
“A sensação é de estar realizando esse sonho é imensa, uma gratidão enorme. Penso que esses três meses na Argentina eu aproveitei muito, fiz muitas amizades, foi incrível e consegui cumprir a minha meta pessoal. Tenho a sensação de dever cumprido e de realização. Acho que estou no caminho certo para chegar ao meu sonho”, finaliza.