Especiais

Depois da dança, a recompensa preparada pela oma

Quando volta de uma viagem com o grupo, Lucas Krahn sempre recebe de sua avó, que é sua maior incentivadora, o seu prato favorito como recompensa. Confira mais uma matéria do Especial de Comemoração aos 50 anos do Alpino Germânico

30 de setembro de 2018

Com apenas 12 anos de idade, por iniciativa própria e apoio da família, principalmente de sua oma, Crista Bloese, Lucas André Krahn ingressou no Grupo Folclórico Alpino Germânico. Sempre muito dedicado, Krahn aprendeu o sapateado com o Wolfgang Woide e as coreografias com Richard e Denise Woide. Sua primeira apresentação foi na cidade de São Joaquim, em julho de 2014, apresentação que marcou a todos os dançarinos, quando foram aplaudidos de pé e o público pediu Bis (mais uma). Em quatro anos de grupo, Krahn já participou de diversas apresentações, incluindo viagens de longa duração, em que a saudade da oma sempre aperta. Para matar a saudade do neto, Oma Bloese sempre prepara um marreco recheado na sua chegada.

Sempre convivendo com o rapaz, a oma sabe que o prato preferido do neto é marreco recheado com repolho roxo e aipim frito. É certo, se ele está voltando, a casa Bloese, em Pomerode Fundos, terá cheiro de ave saindo do forno. “No grupo, sempre no retorno das viagens, os outros integrantes já perguntam se o marreco está quase pronto. Todos já conhecem a história do marreco recheado na volta”, comenta Krahn, em um tom de brincadeira. Não foi diferente quando ele voltou do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo de Televisão. A oma contou que chorou quando viu o neto dançando ao vivo, para todo Brasil. “Fico muito orgulhosa quando vejo o Lucas dançar. Sei que ele é feliz dançando”, comenta Crista.

Oma Bloese, de 66 anos, fala que fica sempre com saudades na ausência do neto, mas sabe que ele está sendo bem cuidado e com pessoas de confiança. A oma também conta que seu neto está mais disposto desde que começou a dançar no grupo. 

Orgulhosa, Crista conta que foi ela que ensinou o rapaz a falar alemão e o Platt em casa. “Também fui eu que o ensinei a dançar, quando menor. Quando eu era mais jovem, amava ir nos bailes dançar”, destaca Oma Bloese. Ela conclui que, se ainda pudesse dançar, desejaria fazer parte do Grupo Folclórico, juntamente com o neto.

 

Notícias relacionadas