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Herança mais valiosa do que dinheiro

Filhos seguem o caminho percorrido pelo pai, Andreas Zimmer, no Grupo Folclórico Alpino Germânico

12 de agosto de 2018

Mais do que dinheiro ou posses, o que Andreas Zimmer, de 50 anos, conseguiu passar aos seus filhos, foi o amor pela dança e pela cultura típica de Pomerode. Integrante do Grupo Folclórico Alpino Germânico entre os anos de 1985 e 2001, o ex-dançarino do grupo, hoje, assiste orgulhoso às apresentações de seus filhos, Tayná Zimmer, de 18 anos, e Cristopher Zimmer, de 20, junto ao mesmo grupo.

Mesmo sem querer, o pai foi um espelho para que os filhos criassem um amor pela dança e passassem a integrar o mesmo grupo do qual Zimmer fez parte por 16 anos. Quando Cristopher e Tayná ingressaram no GF Alpino Germânico, os pais já não faziam mais parte do mesmo, por questões familiares e profissionais.
“Toda a formação da nossa família teve influência do grupo, pois, quando comecei a namorar com a minha esposa, trouxe-a para fazer parte do grupo, também, por causa do número de viagens e saídas, para que pudéssemos, juntos, conquistar novos objetivos”, conta Zimmer.

Os filhos, anos mais tarde, por conta própria, escolheram ingressar no grupo e também viver as experiências proporcionadas pela dança, o que, para o pai, é uma conquista. “Sempre digo que, quando conseguimos, na família, fazer com que as crianças sigam o exemplo, seja ele profissional ou cultural é uma grande conquista. Por opção, resolveram entrar no grupo, não houve pressão. Eles perceberam que era um grande atrativo cultural, proporcionava novas amizades, e novos ares. Foi gratificante para mim e minha esposa vê-los dar continuidade, pois hoje muitos jovens não se interessam e eles, por opção, seguem divulgando a cultura”, explica.

Zimmer também fala sobre a importância da participação neste tipo de atividade para a formação do caráter de uma pessoa, principalmente se tratando de jovens. 
“Ver meus filhos participarem de um grupo folclórico é uma satisfação, como pai, pois sei as companhias que eles têm, sei onde eles estão, e que fazem o que gostam. Você consegue fazer com que a criança e o adolescente ocupem a sua mente com coisas boas, não tendo tempo para drogas, bebidas, más companhias. 
Eu sempre digo que um grupo folclórico é uma segunda família para o jovem, pois, muitas vezes, eles ficam mais tempo com o grupo do que com a própria família, por causa de viagens e passeios, e ali se forma o caráter, no crescer do dia a dia. Estas companhias são fundamentais para o sucesso de um adolescente”, ressalta.

Ao ser perguntado sobre um possível retorno ao Grupo, o pai afirma que é muito difícil, pelas questões profissionais e, até mesmo, pela idade, já que as coreografias, hoje, são mais dinâmicas e ágeis. Mas admite que seria uma satisfação muito grande voltar. “Até brincamos, falando de montar um grupo do Alpino Germânico de veteranos, apenas para nos reunirmos e nos divertirmos”, coloca.

Para ele, poder acompanhar a evolução dos filhos é gratificante, já que seu pai não pode, pois faleceu em 1994, antes mesmo do casamento de Andreas, na época em que estava na transição entre a juventude a maturidade.

“Tive um grande apoio do Eugênio Zimmer, que foi meu segundo pai. Hoje, estamos orgulhos de ver os filhos encaminhados, estudando, trabalhando, conquistando o que almejam. Como eu sempre digo, o Alpino foi um alicerce, um pilar para que pudéssemos seguir o caminho certo na vida. Temos bons amigos que permanecem até hoje, nos reunimos sempre que possível, vamos assistir às apresentações e, para mim, é uma satisfação que meus filhos vivam isso e deem continuidade a esta tradição. Mas, acima de tudo, é muito bom ser feliz em família”, encerra.

 

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