Trocando a farda pelas fraldas
Ser mãe é o sonho de grande parte das mulheres ao redor do mundo. Mas, nas últimas décadas, uma preocupação tem se tornado constante quando se pensa na questão da maternidade: a forma de conciliar a vida sendo mãe, com a rotina de sua profissão.
Ser mãe é o sonho de grande parte das mulheres ao redor do mundo. Mas, nas últimas décadas, uma preocupação tem se tornado constante quando se pensa na questão da maternidade: a forma de conciliar a vida sendo mãe, com a rotina de sua profissão.
Este é o desafio com o qual a Soldado Sheila Maria dos Anjos, de 32 anos, precisa lidar há cerca de seis meses, quando descobriu a gravidez. “Eu sempre tive o desejo de ser mãe, mas havia, sim, a preocupação com a questão de horários de trabalho e rotina, até porque trabalho, algumas vezes, no período noturno. Tanto que eu não estava planejando engravidar neste momento, então, foi uma surpresa”, revela.
Passada o “susto” inicial com a descoberta da gravidez, veio a adequação na rotina, já que a função que Sheila exercia, atuando na radiopatrulha, seria muito arriscada com a sua situação.
“Eu acabei sendo transferida para a parte administrativa do Pelotão, deixando de sair a campo em ocorrências e situações deste tipo. Apesar de gostar do serviço mais prático, é uma mudança que foi necessária e, até mesmo, tranquila”, comenta a soldado.
Próximo da data do nascimento, a ansiedade de Sheila cresce para ter o filho, que se chamará João Paulo, em seus braços, daqui a pouco mais de um mês. Depois que o menino nascer, a soldado entrará no período de licença-maternidade, durante seis meses. Quando este período terminar, Sheila pretende voltar à ativa, na função que gosta de exercer: a radiopatrulha.
“É o que eu quero voltar a fazer, pois gosto mais da ação. Eu e meu marido, Paulo, sempre nos ajudamos como casal, e vamos continuar assim. Tenho certeza que terei todo o apoio dele quando precisar retornar ao trabalho e, por isso, fico tranquila quanto ao fato de conciliar o meu trabalho com os cuidados com o meu filho. Não posso negar que dá uma certa apreensão, mas tudo vai se resolvendo”, ressalta.
Sheila admite que toda a sua rotina será diferente a partir de agora, mas garante que, com a ajuda da família e do marido, tudo ficará mais fácil. “Eu e meu marido vamos precisar nos adaptar, os dois, já que o pai também sempre tem o seu papel junto. O Paulo já ajuda muito e eu tenho total convicção que ele continuará ajudando”, reafirma.
A policial reforça que ter o seu filho será uma das maiores alegrias de sua vida e que pretende fazer de tudo para que ele sinta muito orgulho dela, no futuro. “Quero voltar a trabalhar na rua e fazer o bem na cidade, dando o exemplo para o meu filho. Ele terá orgulho, um dia, em dizer que a sua mãe é policial, já que sempre vou procurar mostrar o que é certo para ele, e isso é uma grande motivação no meu trabalho, também”, destaca a soldado.