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Amor por ajudar o próximo

O voluntariado é mais do que uma escolha momentânea, motivada pelos simples fato de poder dizer que é voluntário. É um compromisso e uma vocação para fazer o bem, simplesmente pelo prazer de ajudar. E este foi o compromisso firmado pelo casal Maiara Francini de Araújo Schuhart, de 27 anos, e Pedro Paulo Schuhart.

1 de setembro de 2017

O voluntariado é mais do que uma escolha momentânea, motivada pelos simples fato de poder dizer que é voluntário. É um compromisso e uma vocação para fazer o bem, simplesmente pelo prazer de ajudar. E este foi o compromisso firmado pelo casal Maiara Francini de Araújo Schuhart, de 27 anos, e Pedro Paulo Schuhart, de 28, voluntários do Projeto Sorriso desde 20 de janeiro de 2017. Eles decidiram fazer parte do grupo depois de conhecerem o projeto através do primo, Júnior. 

Ele participava do Projeto em Blumenau e, depois, passou a integrar o Projeto Sorriso quando se mudou para Pomerode. “O Júnior compartilhou a informação em um grupo da família, no WhatsApp, e minha prima segunda Vanessa e a mãe dela, logo decidiram começar também. Ele passou nossos contatos para a coordenadora, Tânia Weh, que nos convidou para participar de uma reunião. Nela, eu e meu marido constatamos que o projeto se encaixava perfeitamente no que sonhávamos fazer, por não ter vínculo político, religioso ou financeiro, então, tínhamos encontrado o nosso lugar”, relembra Maiara. 

Então, a escrivã e o auxiliar financeiro, começaram a passar uma parte do seu tempo como a Dra. Pimentinha e o Dr. Pafúncio, inspirados na personalidade de cada um. Pedro é calmo e racional, portanto, seu personagem é um doutor calmo e um pouco desajeitado. Já a Dra. Pimentinha tem esse nome por seu temperamento forte, sugestão da família, misturando maquiagens cor-de-rosa e vermelho, por ser doce e brava ao mesmo tempo.

“Nós já pensávamos em fazer algo para ajudar o próximo há tempos. O Pedro já teve uma experiência em hospitais depois de sofrer um grave acidente, em 2008, e precisou passar muito tempo naquele ambiente, por isso sabia da necessidade de visitas animadoras a quem estava internado. Já eu tive um caso de câncer na família, que me mostrou a importância de estar junto, animar, dar força, o que foi um grande impulso para mim”, conta a Dra. Pimentinha. 

A primeira visita, segundo o casal, foi muito emocionante. Ela foi feita em família, acompanhados de Tânia, Júnior, Vanessa e Léia. Maiara afirma que a experiência foi incrível, mesmo com a timidez inicial, e puderam entender, na prática, o quanto doar amor é gratificante. “Nós entendemos ao pé da letra a frase que é o lema do Projeto Sorriso, do nosso querido e inspirador Patch Adams: ‘Comprimidos aliviam a dor, mas só o amor alivia o sofrimento’”, coloca a voluntária. 

Desde então, fazem as visitas todas as quintas. Vanessa e Léia fazem em outro dia, e Júnior voltou a residir em Blumenau, mas o Pedro e Maiara continuam firmes.

Eles ressaltam que sempre cumprem as visitas. Mesmo depois de um dia cansativo de trabalho, têm a motivação para entrar no Hospital e acolher cada pessoa que encontrarem no caminho. “Em toda a visita nós temos o privilégio de fazer novos amigos, conhecer histórias fascinantes e, até mesmo, tristes. Mas também de compartilhar momentos e histórias. Nós nos envolvemos muito com cada uma das pessoas que visitamos. Já perdemos amigos, já ganhamos outros, mas a vida segue, e o amor nunca se esgota”. 

Maiara afirma, ainda, que praticar o bem junto ao marido os aproxima muito, torna-os mais humanos, mais empáticos e, também, mais apaixonados. “Perceber coisas boas no outro, nas coisas que o outro faz é lindo. Acho que a admiração que temos pelo companheiro é uma das grandes chaves para um relacionamento feliz”, coloca a escrivã. 

Para o casal, o voluntariado tem um significado muito especial, pois tem a convicção de que, se cada um fizer um pouquinho, o mundo, com certeza, será bem melhor. “Nós não esperamos grandes reconhecimentos, fama, autopromoção. Nenhum de nós se importa em ser conhecido pelo nome civil, por quem é, apenas esperamos que as pessoas se lembrem das coisas lindas que compartilhamos em cada visita. Transforma a maneira como admiramos o mundo ao nosso redor e essa é a experiência que faz valer a pena o voluntariado. Se nós queremos continuar com esse tipo de ação? Sim! Pelo resto das nossas vidas, se possível for”.

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