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Uma história de dedicação

Uma vida inteira dedicada a educar os futuros cidadãos da cidade. Foi isso que fez a pomerodense Marlene Doege, de 52 anos, durante toda a sua vida profissional.Sua carreira como professora na rede municipal de ensino chegou ao fim no início do mês de agosto, após 32 anos e cinco meses de contribuição.

18 de agosto de 2017

Uma vida inteira dedicada a educar os futuros cidadãos da cidade. Foi isso que fez a pomerodense Marlene Doege, de 52 anos, durante toda a sua vida profissional.

Sua carreira como professora na rede municipal de ensino chegou ao fim no início do mês de agosto, após 32 anos e cinco meses de contribuição. 

Nascida em Pomerode, no bairro Testo Alto, Marlene foi morar fora da cidade com os pais ainda pequena, com apenas três anos de idade. Aos 18, ela retornou a Pomerode. Mas, a relação com as escolas começou dois anos depois disso, em 04 de março de 1985, aos 20 anos, quando Marlene tornou-se a primeira secretária da Escola Básica Municipal Dr. Amadeu da Luz. 

“Depois de um tempo, em 1992, eu fiz o concurso para a rede pública e passei. Comecei, então, a trabalhar no C.E.I. Rosa Borck, onde fiquei por sete anos. Este foi um período muito bacana da minha vida, porque tive o prazer de poder trabalhar com crianças, algo que sempre gostei”, comenta a ex-professora. 

Ela conta que, quando deixou a Rosa Borck, foi realocada como secretária na Escola Dr. Amadeu da Luz, onde, posteriormente, assumiu o cargo de professora da 1ª e da 2ª, até o momento de sua aposentadoria. “Também cheguei a lecionar na extinta escola multisseriada Bonifácio Cunha, por cinco anos, dos quais quatro dediquei à educação infantil”, relata Marlene.

O gosto por trabalhar com crianças era a grande motivação do dia a dia, segundo Marlene. Para ela, trabalhar com os pequenos é uma coisa mágica, pois eles são sinceros e puros, além de se apegarem aos professores e mostrarem um carinho sem igual. 

“Inclusive, para algumas famílias que moram por aqui, eu dei aula para duas gerações. Os pais foram meus alunos e os filhos também passaram pela minha sala. Alguns também já têm netos, então, realmente, eu percebi que o tempo estava passando e chegava a hora de parar”, comenta, bem-humorada. 

A ex-professora relembra, também, alguns momentos difíceis pelos quais passou durante estes 32 anos. Foram alguns problemas de saúde, que exigiram que ela pegasse atestados médicos e precisasse se ausentar do serviço por um tempo, algo que, muitas, vezes, não era tão simples. Mas, assim como existem os percalços, existem as recompensas. 

“Um momento muito especial na minha vida foi em 2010, no Dia do Funcionário Público, quando todos os profissionais que estavam há 25 anos trabalhando com educação foram homenageados. Além deste reconhecimento, uma parte que é muito gratificante é ver a evolução das crianças, o progresso no aprendizado. Estas são as melhores coisas em se trabalhar com educação”, declara Marlene.

Quanto à aposentadoria, ela revela que um motivo foi crucial para que decidisse que estava na hora de deixar as salas de aula. A neta, Luisa Eduarda Doege, nascida em 2016. Para que ela não ficasse o dia inteiro na creche, ela decidiu ficar em casa, cuidando da neta, no período da tarde. 

Além disto, a aposentada tem mais tempo para se dedicar ao voluntariado, algo que também gosta muito de fazer, em prol de entidades como a Apae, o HMRT, a Rede Feminina de Combate ao Câncer, entre outros. 

“Assim como em toda a profissão, precisamos nos dedicar de coração a ela. Quando fazemos isso, nosso trabalho será bem feito e o reconhecimento virá”, finaliza.

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